12 de jan de 2014

American Horror Story: Coven - 03x10 - The Magical Delights of Stevie Nicks




Depois de uma pausa de três semanas no final do ano, Coven, a terceira temporada de American Horror Story retorna para seus momentos finais. E em The Magical Delights of Stevie Nicks a série mais uma vez mostra porque tem audiência ascendente, mesmo que não agrade a todos os seus telespectadores que, ainda assim, continuam a voltar, semana a semana.

Bruxaria, vodu e um bando de mulheres malditas e em estado constante de mutação. Coven é sobre isso: sobre como um grupo que deveria se proteger faz o possível e o impossível para estar no poder. As mulheres representadas na série, totalmente protagonistas nessa temporada, são falhas e com uma grande pegada na degradação. Ninguém aqui é puro ou ingênuo; e até mesmo quem deveria ser naturalmente assim acaba subvertido pelas circuntâncias.

Para quem imaginava um grande embate entre Fiona e Marie Laveau, a ida da segunda para a mansão depois do massacre de seu clã vodu surpreendeu. Afinal, quem poderia pensar que as inimigas mortais possuíam mais em comum do que sequer imaginavam? Dois lados de uma mesma moeda, as duas tem seus motivos para identificação e ver as atrizes trabalhando juntas foi de encher os olhos.

O que mais me surpreende na série é que apesar de já possuir tantos enredos e personagens, seus roteiristas não economizam nas participações e na inserção de mais referências. Não sei se eu já havia comentado aqui, mas Coven é abarrotada de referências ao mundo real. Marie Laveou e Delphine LaLaurie, por exemplo, que para muitos são apenas personagens criados pela mente doentia dos roteiristas da série, foram pessoas reais que realmente existiram e são como verdadeiras lendas urbanas devido à vida que levaram.


O que nos leva ao nome de Papa Legba, o demônio que aqui surgi para cobrar Laveou por um pacto centenário, e que na mitologia vodu realmente pode ser invocado. Em uma pesquisa rápida e grosseira pelo Google é possível encontrar, inclusive, maneiras de se fazer isso (mas esteja ciente que, assim como na série, ele cobra por seus serviços). A entidade, representada de maneira assustadora aqui, serviu para nos mostrar como Laveou ganhou sua imortalidade e o preço que continua pagando por isso. Além de nos mostrar que Fiona, apesar de suas incoerências e tropeços, é efetivamente uma pessoa sem alma. #EuRi

Com uma participação luxuosa de Stevie Nicks, que surge até mesmo no título do episódio, a série presta mais uma vez homenagem à banda Fleetwood Mac, onde Stevie é vocalista. Simpatizante da prática wicca na vida real, a cantora foi inserida como uma membro do clã da série e serviu para Fiona usar sua manipulação para cima de Misty.

O episódio, controverso, também serviu para encerrar a participação de Nan em Coven. A mais pura das jovens bruxinhas acabou corrompida pelo ódio de perder seu amor recém descoberto e mostrou seus poderes para vingar a morte de seu amado. E terminou afogada numa banheira por Fiona e Laveou, em um jogo de manipulação das duas para cima de Papa Legba.

Enquanto isso, Madison e Misty disputavam entre si, em uma cena cheia de beleza e tragédia, quem efetivamente seria a nova Suprema. Mais uma vez a manipulação foi imprescindível nessa história, que terminou com Misty dentro de um caixão e sendo enterrada viva no lugar de um homem ressucitado por Madison. Até quando? Essa é a única questão. 

Mesmo com as notadas ausências de LaLaurie e FranksKyle, em minha opinião, The Magical Delights of Stevie Nicks cumpriu seu papel de avançar a trama para seu final, que deve ter como pontos cruciais o embate do(s) clã(s) com a Delphi, responsável pela caçada às bruxas, e a definição de quem será a nova Suprema, ao mesmo passo em que Fiona lutará com unhas, dentes e feitiços para ganhar a sua imortalidade.

promo de Protect the Coven, o próximo episódio, só aguça ainda mais a nossa curiosidade em saber como isso tudo se encerrará. Quem viver, verá!


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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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