20 de jan de 2014

Pop 5ive: Microsséries Brasileiras




No embalo de Amores Roubados, a microssérie comentadíssima e de qualidade exibida pela Rede Globo, que chegou ao fim na última sexta-feira, o Pop 5ive de hoje pega carona nesse sucesso para relembrar outras histórias que foram ao ar em outros verões de forma curta e marcante.

Deixando de lado as macrosséries históricas como A Casa das Sete Mulheres, A Muralha e JK, que tanto sucesso fizeram e eu adorava (sinto falta das grandiosas minisséries, quase sempre escritas pela magnífica Maria Adelaide Amaral), em 2009 a emissora Global resolveu apostar em séries mais compactas para abrir os trabalhos inéditos de início de ano.

Por isso, não se acanhe e embarque nessa lista de excelentes microsséries brasileiras!

Maysa - Quando Fala o Coração

Uma pérola, essa superprodução em 9 capítulos foi escrita e dirigida com todo requinte e esmero por Manoel Carlos e Jayme Monjardim, respectivamente. Mesmo com poucos capítulos Maysa marcou época. Trouxe uma deliciosa sensação de nostalgia aos fãs contemporâneos da polêmica e esfuziante cantora, e arrebatou outros que nem sonhavam em nascer quando ela ainda era viva. Eu mesmo, que só a conhecia de nome e das canções Meu Mundo Caiu e Ne Me Qui Te Pas, passei a gostar da figura depressiva e controversa que ela era e garimpar outras canções poderosas como Resposta e Ouça. 

Larissa Maciel, estreando na Globo, fez um trabalho impecável como a protagonista e assombrou pela incrível semelhança física com a cantora. Mateus Solano também fazia seu primeiro papel de destaque na casa, encarnando Ronaldo Bôscolli, o grande amor e motivo dos maiores escândalos protagonizados por Maysinha. Jayme Matarazzo também fez sua estreia nesse trabalho, interpretando o próprio pai na vida real. Emocionante e classuda Maysa - Quando Fala o Coração foi uma microssérie que encantou à todos, expondo de forma poética toda a visceralidade de uma cantora estupenda e inominável.

Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor

No ano seguinte, dando um tempo em suas soberbas minisséries com mais de 40 capítulos, Maria Adelaide Amaral levou pras telinhas, em janeiro de 2010, Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor. Com apenas 05 capítulos, acompanhamos a história conturbada e intensa de dois medalhões da MPB, Dalva de Oliveira e seu marido, Herivelto Martins, interpretados maravilhosamente por Adriana Esteves, em estado de graça, e Fábio Assunção, voltando ao batente depois de uma longa internação e, talvez por isso, muito inspirado. 

No elenco, ainda destaques para Thiago Mendonça e Tiago Fragoso como os filhos de Dalva e Herivelto e Maria Fernanda Cândido como a terceira esposa do cantor e compositor, logo após se separar de Dalva. Uma pequena pérola que levou muitos telespectadores às lágrimas.

Amor em 4 Atos

Em 2011, foi ao ar uma das minhas microsséries preferidas, Amor em 4 Atos. Como o próprio título já sugeria, a microssérie foi dividida em 4 episódios e foi um projeto diferente dos anteriores: era uma obra baseada nas letras das canções de Chico Buarque.

Com direção geral de Roberto Talma, cada episódio era uma música para os olhos, cheio de poesia, interpretado por um elenco diferente. O primeiro capítulo foi Ela Faz Cinema, inspirado também em Construção. O casal protagonista era feito por Marjorie Estiano (Letícia) e Malvino Salvador (Antônio), numa química de tirar o fôlego. Letícia é uma jovem cineasta que conhece por acaso o pedreiro Antônio e tudo acaba numa grande explosão de paixão e tesão.

A segunda historieta era Meu Único Defeito Foi Não Saber Te Amar, releitura de Mil Perdões, um dos episódios mais dramáticos, protagonizado pelo elegante casal Carolina Ferraz (Maria) e Dalton Vigh (Lauro), numa grande e profunda DR.

O terceiro e quarto capítulos foram uma mesma história inspirada cada uma em duas diferentes canções, Folhetim e As Vitrines, ambos meus episódios preferidos. O casal da vez era a sempre estonteante Alinne Moraes, encarnando a prostituta Vera, e o querido Vladimir Brichta na pele do frágil Ary. Depois de uma briga com a esposa, Ary sai de casa transtornado e conhece Vera nas ruas de São Paulo, sem imaginar o que ela é. Após irem pra cama, o apaixonado Ary recebe a conta; indignado e decepcionado, ele paga e Vera desaparece. No seguinte e último episódio, acompanhamos à procura de Ary pela bela e inesquecível Vera.

Chico e suas românticas canções são puro amor, da mesma forma foi Amor em 4 Atos, uma grande ode ao amor.

Dercy de Verdade

Em 2012 fomos presenteados com uma microssérie em homenagem à grande dama do escracho. Dercy de Verdade veio para que saboreássemos algumas poucas histórias sobre a vida de Dercy Gonçalves. Digo poucas, porque tenho certeza que uma vida intensa como a de Dercy, foi repleta de muitíssimas situações impossíveis de serem relatadas em meros 4 capítulos. Dercy merecia uma macrossérie. 

Mesmo assim, baseada no livro Dercy de Cabo à Rabo, Maria Adelaide Amaral em companhia de Jorge Fernando, Heloísa Perissé e Fafy Siqueira nos arrancou risos, admiração e algumas lágrimas de saudade.

O Canto da Sereia

E foi no ano passado que tivemos a badalada O Canto da Sereia, microssérie com ritmo de suspense noir, que se tornou cult. A história girava em torno de uma cantora de axé, rainha dos trios elétricos na Bahia, chamada Sereia, que é assassinada em pleno carnaval baiano. O mote principal é descobrir quem matou a adorada Sereia. 

Ísis Valverde, logo após o sucesso em Avenida Brasil, divou mais do que nunca na pele da cantora bissexual na história de George Moura e José Luis Villamarim, mesmos responsáveis por Amores Roubados, bem como outros nomes do elenco como João Miguel, Camila Morgado, Fabíula Nascimanto e Marco Caruso.
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E essas foram as cinco microsséries anteriores à Amores Roubados, só pra relembrar e matar a saudade. 

Gostou? Você prefere as micros ou as macrosséries? Pra mim o ideal seria uma curta e logo em seguida uma longa (sem trocadilhos por favor). E qual dessas aí de cima foi sua preferida? Deixa um comentário pra gente também se divertir com a sua resposta.

Até a próxima!
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Leandro Faria  
Esdras Bailone: leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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