4 de fev de 2014

American Horror Story: Coven - 03x13 - The Seven Wonders (Season Finale)





Acompanho American Horror Story desde sua primeira temporada e gostei de cada um dos três anos exibidos até o momento, mesmo com as diferenças pontuais em cada um deles. Da apresentação da série com a Murder House, passando para o absoluto terror psicológico de Asylum, até culminar no divertido terror teen visto em Coven, AHS tem se mantido interessante e relevante, aumentando inclusive sua penetração junto ao grande público.

E mesmo com a série pecando aqui e ali, deixando algumas pontas soltas e furos imperdoáveis do roteiro nos irritando, ela consegue sempre ser uma diversão da melhor qualidade, muito pelo primor de sua produção e de seu elenco quase sempre espetacular. 

Coven foi, particularmente, uma tentativa explícita da produção de tentar aumentar sua base de telespectadores. Com um elenco predominantemente jovem e apresentando a história mais "bobinha" até o momento, a temporada meio que andou em círculos, várias vezes nos enganando sobre qual era efetivamente a sua linha narrativa central. No fim das contas, o que AHS contava nesse ano era como um clã de bruxas lutava para se manter vivo e relevante no mundo moderno.


The Seven Wonders encerrou a série de maneira magistral. De seu início envolvente, com Stevie Nicks cantando Seven Wonders, até seu desfecho encerrando o ciclo apresentado na série, nada ficou à dever nesse ano, que conseguiu, inclusive, fechar quase todas as suas pontas soltas.

Coven conseguiu ser uma série hilária, mesmo com uma temática de "horror". E The Seven Wonders seguiu essa cartilha, ao apresentar os sete desafios que as jovens bruxas teriam de enfrentar para que finalmente conhecêssemos a nova Suprema. 

Eu, que apostava em Zoe para liderar o clã, confesso que fiquei chocado com o desenrolar dos acontecimentos. Foi com muita dor que percebi que Misty não voltaria do seu inferno particular e essa ideia específica do inferno apresentado na série é absurdamente cruel. Imagine você naquela situação? #Tenso é uma palavra que define bem o que aconteceu com a pobre Misty. Além disso, o acidente e morte de Zoe durante a brincadeira de "pega" com transmutação me deixou sem palavras. Com assim Madison seria a nova Suprema, já que Queenie não conseguiu trazer Zoe de volta dos mortos? 

Foi quando a série deu uma nova reviravolta e Myrtle Snow teve o insight que eu nunca cogitei: o de que Cordelia deveria ser a nova Suprema. Enfrentando o desafio dos sete poderes, vimos que Cordelia era absurdamente poderosa e, depois de ressuscitar Zoe e vencer Madison no desafio da adivinhação, uma nova e surpreendente Suprema assumiu o comando.


Mas foi quando eu achava que a série estava efetivamente se despedindo que fomos novamente surpreendidos e brindados com mais uma excelente performance de Jessica Lange. Estava meio claro que Fiona não tinha morrido da maneira tão estúpida quanto o episódio anterior havia nos mostrado, mas foi chocante ver a poderosa rainha desse clã totalmente indefesa e em estado terminal. Mas nem mesmo sua reconciliação com Cordelia foi suficiente: depois de morta, Fiona teve mesmo que enfrentar o seu próprio inferno assustador e surreal: acordar todos os dias numa casa pobre e ao lado do Homem do Machado.

Sendo uma série em que vida e morte são separados por uma linha mais do que tênue, é interessante notar a quantidade de baixas e mortes entre os personagens da ediçao. No fim das contas, praticamente todo mundo morreu e/ou voltou do mundo dos mortos. Apenas nos últimos três episódios demos o adeus definitivo à metade dos protagonistas, o que seria praticamente impossível de acontecer em outra produção.

Brilhante e com um final coerente com a história apresentada, Coven foi para mim uma das melhores temporadas de American Horror Story. Que venha o próximo ano, uma nova e absurda história criada pelos produtores do show e mais momentos de diversão pura e simples ao lado de uma série que tem todos os elementos para ser longeva e sempre surpreendente!
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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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