12 de fev de 2014

Blue Jasmine, de Woody Allen



Em cartaz desde novembro do ano passado, Blue Jasmine é o último trabalho do americano Woody Allen, que nas últimas semanas se envolveu em muitas polêmicas após ser acusado de ter praticado abuso sexual contra sua própria filha. O diretor negou as acusações e deu continuidade ao processo de filmagem do Magic in the Moonlight, seu próximo trabalho que, por enquanto, não tem data prevista para lançamento. 

A comédia dramática Blue Jasmine tem um enredo comum: uma mulher rica e acostumada com luxo que, de repente, perde toda sua fortuna e precisa se acostumar com um novo padrão de vida. Além disso, Jasmine, personagem principal, precisa encarar sua nova rotina que inclui conviver com sua irmã distante, criar os dois sobrinhos e dar a volta por cima, começando por arrumar um emprego para se manter. 


Apesar de possuir uma história muito vista em filmes e livros, Blue Jasmine tem lá suas particularidades, a começar por tudo que justifica o fato da personagem ter se tornado pobre. Ao contrário da maioria das tramas, Jasmine não é 100% inocente e coitada: além de ter que aprender a viver em uma nova cidade e lidar com seus conflitos do passado envolvendo sua irmã, a personagem precisa assumir sua parcela de culpa por todos os eventos e reconhecer que tem problemas psicológicos. 

O filme é longo e em alguns momentos chega a ser maçante, mas, o final é capaz de causar as mais variadas reações no público, que se identifica com o drama de Jasmine que é ao mesmo tempo vítima, após perder todo seu patrimônio e ser traída, e vilã, por continuar sendo a mesma pessoa de antes, com hábitos egoístas e dissimulados, capaz de mentir para outras pessoas para conseguir o que quer. 


Os pontos mais divertidos do longa estão no bom humor e na falta de equilíbrio de Ginger, a irmã, que faz de tudo para encontrar a felicidade, até mesmo sacrificar o amor próprio, e também nos surtos de Jasmine e as passagens entre passado e presente, que explicam tudo que aconteceu que forma muito clara. 

Cate Blanchett e Sally Hawkings formam uma dupla imbatível no quesito atuação e dão mais do que alma às personagens que são tão bem interpretadas e fazem de Blue Jasmine um filme que, apesar de não ter superado minhas expectativas, valem o tempo gasto.

Além disso, vale lembrar: Blue Jasmine está indicado à três prêmios no Oscar 2014: Melhor Roteiro Original (Woody Allen) e, é claro, Melhor Atriz (Cate Blanchett) e Melhor Atriz Coadjuvante (Sally Hawkings).
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Ariadny Theodoro  
Ariadny Theodoro,incansavelmente bipolar e a primeira mulher da trupe do PdB. Apaixonada por literatura, séries de televisão, teatro e fotografia digital, escreve por necessidade de manifestar suas diversas paixões, nem sempre compreendidas pelos demais. Escreve sobre tudo - o bom e o ruim! Afinal, alguém tem de ter a difícil tarefa de alertar ao mundo que nem tudo é sempre bom!
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