5 de fev de 2014

Divergente, de Veronica Roth



Atualmente, todo sucesso no mundo da literatura tem sido adaptado para as telas de cinema e, com Divergente, da escritora americana Veronica Roth, não foi diferente. O filme só chega aos cinemas brasileiros em meados de abril, mas já conferi a obra literária e posso afirmar aos fãs de trilogias: Divergente é um prato cheio.

Com um enredo bem parecido com Jogos Vorazes, os personagens do livro vivem em uma sociedade futurista, onde todos os seres humanos, ao completarem 16 anos, são divididos por facções. Acredita-se que o caos que anteriormente assombrava o mundo era causado pelas diferentes personalidades das pessoas que entravam em conflito e, para evitar guerras, as cinco facções representam características predominantes, que, obviamente, seus membros devem possuir após o décimo-sexto aniversário.

Abnegação, Amizade, Audácia, Erudição e Franqueza representam respectivamente as seguintes características: Altruísmo, bom convívio, inteligência, coragem e verdade. Sendo que, as facções possuem seus papéis a serem desempenhados na sociedade e para manterem a paz entre si.

Beatrice é uma das adolescentes da Abnegação, que está prestes a realizar seu teste de aptidão junto com seu irmão Caleb. Trata-se do procedimento adotado para avaliar em qual facção os jovens se encaixam. Porém, ela sabe que apesar de amar a família, não está satisfeita com a vida que leva baseada nos princípios adotados por seus pais e todos os membros da Abnegação.

O livro é recheado de ação do começo ao fim. Beatrice é uma garota pequena e até então frágil, que foi proibida de possuir vaidade, prestes a trocar tudo que aprendeu nos últimos anos para mudar-se para a Audácia, a única facção que a chama atenção.

Apesar da narração ser em primeira pessoa, a leitura não é cansativa. O foco na personagem principal é evidente mas o fato do livro manter os leitores alertas em cada passagem é o que mantém acesa a chama para devorar a obra e descobrir os mistérios em torno das cinco facções que não são tão perfeitas assim.

O pecado cometido por Roth, entretanto, foi não ter explorarado os demais personagens e facções como faz com Beatrice e Quatro (o interesse romântico da protagonista).

Será que possível criar um mundo livre de maldade? Se quer responder essa pergunta, vá correndo ler Divergente e me conte o que achou do best seller. Eu me despeço por aqui, mas, em breve volto com a resenha de Insurgente, a sequência da trilogia.

Divergente
Autora: Veronica Roth
Páginas: 504
Editora: Rocco
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Ariadny Theodoro  
Ariadny Theodoro,incansavelmente bipolar e a primeira mulher da trupe do PdB. Apaixonada por literatura, séries de televisão, teatro e fotografia digital, escreve por necessidade de manifestar suas diversas paixões, nem sempre compreendidas pelos demais. Escreve sobre tudo - o bom e o ruim! Afinal, alguém tem de ter a difícil tarefa de alertar ao mundo que nem tudo é sempre bom!
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