5 de mar de 2014

#BaúPop: Uma Mente Brilhante





Uma Mente Brilhante (A Beautiful Mind, no original) foi lançado em 2002, trazendo em seu elenco o ganhador do Oscar Russel Crowe e a linda Jennifer Connelly, juntos em um filme emocionante e dramático. 

O longa é baseado no livro homônimo de Sylvia Nasar, que conta a historia real do matemático John Forbes Nash Jr. que com sua tese de Doutorado em Matemática, na Universidade de Princeton, no ano de 1948, intitulada Nash Equilibrium, depois desdobrada em Noncooperative Games, revolucionou o universo acadêmico com uma teoria que aplica jogos e relações de rivalidade na compreensão de questões econômicas complexas. 

Nash foi um gênio, entretanto, sofreu com diversos problemas relacionados à sua saúde, especificamente com a esquizofrenia. Porém, o filme não é tão fiel à obra de Sylvia, ignorando passagens importantes na vida de Nash. E isso não acontece apenas pelo tempo de duração do filme; e sim por questões mais comerciais, visando deixar o filme mais palatável para o público. Um exemplo disso é o fato de Uma Mente Brilhante deixar de lado alguns momentos da vida do matemático Nash, principalmente suas tendências homossexuais.

No filme temos Russel Crowe no papel principal, e vale ressaltar que o ator conseguiu surpreender nesta atuação. Afinal, depois de ter interpretado Máximus, em Gladiador, não era esperado vermos Crowe no papel de um jovem nerd. Mesmo assim ele fez magistralmente o personagem, sendo indicado ao Oscar e perdendo injustamente para Denzel Washington. Inicialmente o papel principal seria de Tom Cruise que, felizmente, recusou o papel.


Interpretando a esposa de Nash, a bela Jennifer Connelly vive Alicia, uma jovem determinada que apaixona-se por seu professor e, graças à sua influencia, o ajuda a superar todas as dificuldades.

A historia contada no filme, mesmo com as modificações necessárias para a adaptação, é coerente e faz com que o roteiro funcione muito bem. Resumindo, o filme fez tudo certo para faturar o Oscar naquele ano e conseguiu.

Nash entra para a faculdade em busca de uma ideia original que o destaque entre seus pares. Com certa dificuldade de se relacionar com os demais, logo é visto como louco e é zombado pelos colegas de turma. Mas, ao elaborar uma tese que revoluciona o mundo acadêmico, ganha notoriedade.

Depois de formular a sua tese, Nash passa a sofrer o assédio do serviço secreto norte-americano, ao mesmo tempo em que se envolve com Alicia. Apresentado ao misterioso agente William Parcher (Ed Harris), o matemático descobre que o seu dom de decifrar enigmas pode auxiliar no combate aos comunistas soviéticos. Arrogante – e brilhante – Nash entra no jogo, sem conhecer o risco real da empreitada. Quando os espiões russos passam a perseguí-lo, todo o seu cotidiano ao lado da mulher sofre uma mudança drástica. John Nash acaba internado num hospital psiquiátrico, entre sucessões de surtos delirantes. Resta apenas a Alicia torcer para que o marido vença a esquizofrenia. 


Por fim depois de muita luta e com sua inteligência fora do comum, Nash supera todo este sofrimento e consegue ter uma vida estável; não se liberta da doença, mas consegue ser racional para separar as ilusões da realidade. E no fim, é consagrado com o prêmio Nobel por suas contribuições para o mundo matemático e econômico. 

Por toda a história entrelaçada, este filme foi indicado a oito categorias no Oscar e faturou os de Melhor Filme, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Diretor e Melhor Atriz Coadjuvante (Jennifer Connelly). E, talvez em uma das grandes injustiças da academia, a não consagraçao de Russel Crowe como Melhor Ator não aconteceu porque o prêmio foi para Denzel Washington, que foi muito bem em seu Dia de Treinamento, entretanto, não apresentou o brilhantismo de Crowe.

De qualquer forma, Uma Mente Brilhante é um filme excelente e, exatamente por isso, merece sempre ser resgatado e novamente assistido, figurando hoje como destaque em nosso #BaúPop.
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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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