27 de mar de 2014

Ninfomaníaca - Volume 2, de Lars Von Trier



Lançado em 13 de março, a segunda parte do longa dinamarquês Ninfomaníaca (Nymphomaniac: Volume II, no original), do diretor Lars Von Trier, deixa bem claro que não podemos enxergar o filme como duas partes e sim como um todo. Se na primeira película liberada (leia minha crítica aqui!) estamos pouco a pouco descobrindo quem é Joe e o que a fez se tornar uma ninfomaníaca, na segunda parte todas as expectativas sobre os porquês questionados pela personagem caem meticulosamente e o filme toma um rumo que não estava previsto.

Ainda contando sua história à Selligman, o Volume 2 se inicia quando Joe reencontra Jaromé, o único homem que mexeu com suas emoções. A partir daí, podemos observar uma entrega maior da personagem e enxergar ambos como um casal. Apesar do vício em sexo continuar, a personagem passa a não sentir mais prazer em seus atos sexuais e procura ajuda para reverter essa situação.

Enquanto procura a ajuda do Sr. K, um profissional sadomasoquista, Joe, que agora possui uma família, vai deixando a vida doméstica cada vez mais de lado para se dedicar a si mesma e recuperar sua líbido.


O tempo no filme avança muito rápido e, conforme a personagem envelhece, podemos observar algumas falhas na troca do elenco e alguns atrasos significativos. Além disso, as falhas nas tomadas persistem e os cortes permanecem muito mal feitos.

Com muito menos cenas de sexo, o Volume 2 abusa do sadomasoquismo e da busca pela cura pessoal da personagem, que começa a querer se redefinir e buscar algum propósito na vida. Se antes a crítica era para abrir os olhos do público e mostrar que sexo é uma coisa completamente normal, dessa vez Von Trier discute o machismo levantando a questão: se Joe fosse homem, o julgamento dos seus atos seria feito da mesma forma?

Acho que todos nós sabemos a resposta para essa pergunta. Ninfomaníaca é um filme para um público restrito e, apesar de não ter superado minhas expectativas, vale a pena ser assistido pela sua singularidade e desempenho impecável de seu elenco.
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Ariadny Theodoro  
Ariadny Theodoro,incansavelmente bipolar e a primeira mulher da trupe do PdB. Apaixonada por literatura, séries de televisão, teatro e fotografia digital, escreve por necessidade de manifestar suas diversas paixões, nem sempre compreendidas pelos demais. Escreve sobre tudo - o bom e o ruim! Afinal, alguém tem de ter a difícil tarefa de alertar ao mundo que nem tudo é sempre bom!
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