21 de mar de 2014

O Grande Herói, de Peter Berg




Uma das boas estreias desse fim de semana nos cinemas é o longa baseado em uma história real, O Grande Herói. O filme, dirigido por Peter Berg (de O Reino, de 2007, com Jamie Foxx; e do surreal Hancok, de 2008, com Will Smith), é inspirado no relato de Marcus Luttrel, soldado de guerra que eternizou sua história no livro O Único Sobrevivente. 

Difícil pra mim dissertar sobre um filme de guerra, justamente por não ser meu gênero preferido e, exatamente por isso, não ter uma medida de comparação com outros filmes do tipo. Mas, o que posso dizer sobre esse O Grande Herói (Lone Survivor, no original) é que mesmo tocando num tema bem indigesto pra mim, assistí-lo foi uma experiência no mínimo emocionante.

Em junho de 2005, quatro soldados americanos do grupo de operações especiais da Marinha dos Estados Unidos, os SEALs, deixaram sua base no nordeste do Afeganistão em direção à fronteira montanhosa paquistanesa. A missão deles era capturar ou matar um líder da al-Qaeda que, segundo informações, estava abrigado numa fortaleza Talibã protegida por um pequeno grupo de combatentes fortemente armados. Menos de 24 horas depois, só um daqueles SEALs permanecia vivo.


Os soldados eram Matthew Axelson, Michael Murphy, Danny Dietz e o próprio Luttrel, comandados pelo tenente comandante Eric Krinstensen, belos e valentes homens da vida real, vividos por igualmente belos e valentes atores como Ben Foster, Taylor Kitsch, Emile Hirsch, Mark Whalberg e Eric Bana, respectivamente. Mark Whalberg, na pele do grande herói da história, está irrepreensível, em um de seus melhores trabalhos. Como Marcus Luttrel, ele passa uma doçura em meio a iminência da morte e ferrenha galhardia diante de tamanho massacre, conseguindo ainda fazer-nos sorrir mesmo em uma situação tão desesperadora.

Pra quem, assim como eu, tem estômago sensível pra tiroteios, sangue, dilacerações e mortes cruéis, mas ainda assim suporta tudo em nome de uma história tocante e bem contada, o filme vale algumas horas de angústia antes do bonito final. 

Aos fãs do gênero, o filme é irretocável e de encher os olhos. Bela fotografia no cenário árido do Afeganistão, edição de som e mixagem de som perfeitas (concorreu ao Oscar 2014 nessas categorias, perdendo para Gravidade) e excelentes interpretações. 

Vale muito ingresso!
"Há uma tempestade dentro de nós..."
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Leandro Faria  
Esdras Bailone: leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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1 comentários:

sofia martínez disse...

A proposta militar baseado em uma história real dirigido por Berg visualmente eficaz. Um drama com uma espécie de estudo da condição humana em uma guerra, ou seja, em uma situação extrema. No entanto, nas mãos do diretor Berg é o que ele faz de melhor, de um monte de trabalho, onde os militares é apenas o paradigma de filmes de ação tal ação. Disse que o filme é baseado em eventos reais. A única coisa é que eles são apresentados de uma forma que parece mais um episódio de Missão Impossível em um campo de batalha, com quatro soldados norte-americanos, concebidos como super-heróis contra um monte de Taliban no Afeganistão, como estranho como cruel. Além disso sobrevivente, tem um culto insalubre de guerra, mas escorregou através de suas situações mais difíceis. Isso dá um tom épico espúria à narrativa: a guerra nos dá heróis cuja base é baseado em matar e matar mais e mais humanos. Só precisa levar um ábaco para manter o controle.

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