28 de mar de 2014

Refém da Paixão, de Jason Reitman




O ano é 1987 e a história é narrada pelo já adulto Henry, à época ainda um garoto de 13 anos. Henry é um pré-adolescente sensível, inteligente e um tanto quanto melancólico, que vive sozinho com a triste e depressiva mãe Adele. Sua vida se resume em ir à escola, passar os domingos com o pai e sua nova família, e cuidar da mãe com o maior amor do mundo, tentando suprí-la da falta do marido, que a deixou por não suportar as crises que a acometeram após quatro tentativas frustradas de um segundo filho.

Após a separação, já deprimida com os abortos espontâneos, Adele perdeu completamente a alegria de viver e apesar de bonita e atraente, tornou-se uma mulher sem vaidade e desleixada, com um olhar distante e desiludido. Porém, na véspera do dia do trabalho (toda primeira segunda-feira de setembro para os americanos), Adele e Henry vão às compras. E o que seria apenas mais uma ida comum ao supermercado torna-se uma grande aventura e um acontecimento que marcará pra sempre as vidas de mãe e filho.

Adele é coagida por Frank, um fugitivo da polícia condenado por assassinato, a lhe dar uma carona e escondê-lo em sua casa até o anoitecer. Na casa, Frank a amarra, mas deixa o garoto solto e mostra-se um homem gentil. Ele prepara o jantar e faz alguns consertos na casa. Quando chega a noite, sem saber o horário do último trem que possa levá-lo pra longe dali, Adele sugere que ele fique até o amanhecer, onde poderá ir no primeiro trem tranquilamente. No dia seguinte, porém, ele não vai e estende sua hospedagem na casa de Adele por todo o feriado do trabalho, criando um forte vínculo paternal com Henry e desenvolvendo uma arrebatadora paixão por Adele.


No início da projeção há a tensão de saber se Frank fará algum mal a Adele e Henry; depois, quando a paixão se estabelece, ficamos apreensivos com a expectativa da polícia encontrá-lo; e, no final, o filme se mostra contrário ao que parecia no início. Refém da Paixão (Labor Day, no original) é basicamente uma história de amor. Não é um filme maravilhoso, mas é bonito, bem feito e altamente indicado para os românticos de plantão. Foge dos clichês do gênero, mas o final não surpreende e dá pra dar uma choradinha (eu confesso, deixei escapar uma lagrimazinha bem discreta).

Mesmo não sendo sensacional, Refém da Paixão tem ótimas credenciais: é dirigido pelo mesmo responsável do maravilhoso Juno (2007) e tem em seu elenco uma de minhas atrizes preferidas, a fabulosa e ganhadora do Oscar (2009) Kate Winslet; o charmosíssimo Josh Brolin, com seu sex appeal avassalador; o menino Gattlin Griffith, apaixonante como o garoto Henry; e até Tobey Maguire numa desnecessária ponta de luxo.

Recomendado para casais ou pra quem é muito fã da Kate, como eu.
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Leandro Faria  
Esdras Bailone: leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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