31 de mar de 2014

Rio 2, de Carlos Saldanha



Fim de semana, poucas opções para um sábado à tarde. Ou seja, todos os caminhos levando ao cinema.  Das 269 opções em cartaz - Petrópolis tem muitas opções! - o filme escolhido foi Rio 2, novo filme do brasileiro Carlos Saldanha. O único problema é que todas as crianças da cidade resolveram ir na mesma sessão. Paciência. Afinal, melhor crianças educadas (maioria) do que um bando de adolescentes.

Na continuação de Rio,  as araras Blu e Jade vivem uma vida perfeita na Cidade Maravilhosa, agora com seus filhos, ao lado de Túlio e Linda. Quando seus donos humanos partem para uma expedição na Amazônia e encontram outras araras azuis, os simpáticos pássaros partem para novas aventuras na região norte do país, ao lado de toda a sua turma. Mas, como somente ir para a Amazônia encontrar um bando de araras - bando esse que é liderado pelo pai de Jade, Eduardo - seria fácil demais, madeireiros ilegais vão criar muitos problemas para nossos heróis. Além disso, o vilão-humorista Nigel retorna em busca de vingança. E, claro, Blu ainda tem que lidar com o sogro, com a floresta e com a rivalidade com as araras vermelhas.

Você, leitor inteligente e sagaz, já conseguiu captar um dos maiores problemas do filme só de ler o parágrafo acima, certo? É muita confusão para pouco filme! O roteiro é quase um quebra-cabeças. Blu tem que lidar com: a floresta, o bando liderado pelo sogro, o galã que quer conquistar Jade (Roberto), Nigel, os madeireiros, encontrar Túlio e Linda, entender o GPS e participar do Festival de Parintins - opa, isso não. É só o confronto entre araras azuis e vermelhas mesmo... É muita coisa!


Além disso, a animação é quase um musical, seguindo uma tendência das animações atuais e que EU não gosto. E acho que as crianças também não. Músicas e coreografias demais para situações de menos - ok, Frozen não conta!

Pronto, acabei a parte ruim. Agora vamos para o lado bom...

Mais uma vez, Carlos Saldanha - e equipe - se superaram no visual do longa. Magnífico é pouco. Detalhista ao extremo, vemos uma explosão de cores e texturas pela tela, num espetáculo grandioso. E temos uma boa dose de humor também. Além disso, o ponto forte de Rio sempre foi o carisma de seus personagens. E isso melhora nesse longa. Jade, Blu, seus filhotes e amigos são a alma do filme.

Mesmo inferior ao primeiro, Rio 2 tem qualidades para ser um sucesso de público. As crianças vão adorar. E os adultos vão gostar. Não é esse o objetivo de uma animação? 
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Bruno Schmidt  
Bruno Schmidt, vascaíno fanático, cinéfilo, devorador de livros, viciado em TV e internet - no celular. Redator publicitário, marquestista - não marqueteiro -, marrento e... petropolitano. Com ele o papo é sobre cinema, livros e TV. Mas sem cerveja, ok?!
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