30 de mar de 2014

S.O.S. - Mulheres ao Mar, de Cris D'Amato





De tempos em tempos um gênero de filme se "firma" no cinema nacional. Com o sucesso de um filme qualquer, um nova profusão é feita a partir de uma fórmula, visando agradar as plateias que se deleitaram com o primeiro. Dessa forma, não é de hoje que as comédia nacionais vem lotando as salas de cinema e fazendo uma boa bilheteria país afora. O problema é que para cada Minha Mãe é Uma Peça, um filme realmente divertido, são lançados outros tantos que sofrem de um grande problema para as comédias: eles não tem graça (ou são apenas muito ruins, como Crô - O Filme). Assim, é muito bom quando um longa como S.O.S - Mulheres ao Mar chega às telonas e promete o que cumpre, fornecendo uma diversão descompromissada e muitas gargalhadas ao seu público.

Que fique claro: S.O.S. - Mulheres ao Mar não inventa a roda das comédias. É mais do mesmo, com situações até mesmo forçadas e bobinhas, se passando inclusive no mesmo cenário de um filme bem recente (Meu Passado Me Condena, com Fábio Porchat e Miá Mello) mas que, surpreendentemente, divertem. Durante o filme, o riso é fácil e isso se deve, e muito,  ao talento do elenco, que é muito bom e garante o nosso interesse na história que está sendo contada.

Casada há 10 anos com Edu, Adriana é surpreendida com um pedido de divórcio e descobre que o "marido" está envolvido com uma famosa atriz de televisão. Quando é noticiado que o novo casal embarcará num cruzeiro rumo à Itália, Adriana decide se vingar e embarca no mesmo cruzeiro ao lado da irmã Luíza e de sua diarista Dialinda. E, é claro, que o cruzeiro será regado à muitas confusões. 


O grande acerto aqui fica por conta do elenco, que é realmente engraçado. Giovanna Antonelli dá vida à Adriana de maneira coerente apesar das incoerências da personagem, e consegue nos fazer rir apesar dos dramas da personagem. E sua química com Reynaldo Gianecchini é evidente, o que já foi comprovado nos inúmeros pares que já interpretaram durante a carreira (no filme Avassaladoras e nas novelas Da Cor do Pecado e na atual Em Família, por exemplo).

E não dá pra deixar de falar de Fabíola Nascimento e Thalita Carauta. Vivendo Luíza e Dialinda, apesar de unidimensionais (uma é fogosa e busca um namorado, a outra é ingênua e pobre, respectivamente), as atrizes vivem bons momentos no filme, arrancando gargalhadas em momentos distintos do longa e, em especial, em uma cena específica em que contracenam e tem de fingir que são um casal lésbico. A cena é ótima e divertidíssima. 

Contando ainda com Marcelo Airoldi, Thereza Amayo e Emanuelle Araújo no elenco, S.O.S - Mulheres ao Mar tem ainda uma cena que precisa ser comentada. Em determinado momento, as personagens de Giovanna Antonelli e Emanuelle Araújo estão no palco do navio e acabam fazendo um dueto juntas, em uma música em italiano. Definitivamente, uma das melhores cenas do filme.

Com uma direção segura de Cris D'Amato, o filme não revoluciona nada, mas, como disse, diverte bastante e alegra aos olhos. As tomadas em Roma e em Veneza, por exemplo, com uma fotografia deslumbrante, dão um quê de luxo ao filme que, apesar de eventualmente parecer "feito para a TV", também funciona muito bem na tela do cinema.

Leve e descontraído, S.O.S. - Mulheres ao Mar é um programa excelente e que certamente vai agradar a todos aqueles que forem ao cinema procurando diversão escapista e bobinha. Afinal, quem disse que isso também não pode ser bom, não é verdade?
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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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