19 de abr de 2014

Glee - 05x16 - Tested





Glee é uma nova série. Foi a essa a sensação que tive durante todo o episódio Tested dessa semana. Não é a mesma série que eu estava acostumado, mas também não é uma série ruim. O que é estranho, afinal, os personagens ainda estão lá, mas estão ligeiramente diferentes, apesar de alguns dramas (bem) adolescentes ainda marcarem suas vidas de jovens adultos. No fim das contas, é Glee sendo Glee, mesmo que de uma outra maneira? Compliquei, né?

Em um episódio focado essencialmente em três dramas, Glee falou de DST, virgindade e insegurança dentro do relacionamento. Muito assunto pra pouco tempo? Como a série nos habituou com histórias que começam e terminam sem muito aprofundamento, nem tanto. Mas o que mais gostei (e tenho gostado nessa nova fase) é de como os laços de amizade estão sendo aprofundados e redesenhados.

Alguém engoliu a nova faceta do Artie comedor em Nova York? Porque sim, as mulheres de NY devem ter um tesão absurdo por nerds universitários, não é mesmo? O fio condutor dessa trama, com ele pegando clamídia sem saber de quem, exatamente no momento em que se sente atraído por uma garota em especial, foi muito fraquinho. Tudo bem, acho que a ideia foi fazer mais uma ação de responsabilidade social, do tipo: "não transe sem camisinha", mas o resultado não foi lá muito bom. Fora que a atriz usada para fazer a nova paixão de Artie era BEM fraquinha, né?

E Mercedes e Sam com o drama da primeira vez? Juro, alguém ainda se importa com esse tema em Glee? Fora que achei MEGA forçada a atitude de Mercedes de orar e decidir esperar. Na verdade, eu ri, né? Pior que Mercedes foi Sam aceitar o fato dela só querer transar, pelo menos teoricamente, depois do casamento, com velas e declarações de amor. Desculpem, mas eu vivo no mundo real!

Já Blaine engordou feito um porco. As cenas focando a barriga dele me arrancaram gargalhadas. Mas o draminha dele incomodado por Kurt estar mais sarado e gostoso que ele foi tão infantil. Afinal, o que alguém que sabe que está ganhando peso e se sente incomodado com isso faz? Come mais, né? Fora que acho o casal Blaine e Kurt meio chatinho. Sei lá, acabou o encanto.

Engraçado: como é que com três plots tão bobos eu ainda posso ter curtido o episódio? Porque eu realmente não quis raspar minha língua com Gilette enquanto assistia e nem achei chato e arrastado apesar das histórias bobas. Acho que quando você se deixa levar por uma história, sem se importar muito ou esperar demais, acompanhá-la pode ser muito bom.

Plus do episódio: o momento amigo-fofo de Rachel e Mercedes. Eu realmente curti!

Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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2 comentários:

Serginho Tavares disse...

Pra mim foi pior episódio de Glee e não apenas desta temporada, mas de todas! Quantos talentos desperdiçados e pior que nem o elenco comprou a ideia!

E realmente a unica coisa legal foi o momento amigo-fofo de Rachel e Mercedes.

Luiz Ehlers disse...

Chega um momento que as tramas se desagastam e está na hora de parar. Glee tinha um ritmo bom e talvez tenha passada da hora :(

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