26 de abr de 2014

Glee - 05x17 - Opening Night





É incrível como em seu quinto ano Glee consegue fazer uma temporada repleta de altos e baixos. Entre um episódio e outro a série apresenta momentos memoráveis e outros de absoluta vergonha alheia, daqueles que nos fazem sentir ódio por ver os personagens que aprendemos a amar em situações tão absurdamente patéticas. Opening Night, pelo menos, entra no mesmo patamar de New Directions, o emocionante episódio de número 101 de Glee, sendo certamente um dos melhores episódios da série até então.

Sabemos desde a primeira cena da série que o sonho de Rachel sempre foi brilhar e ser uma estrela da Broadway. Desde que entrou em NYADA e foi para Nova York, Rachel vem correndo atrás desse sonho que se materializou com uma nova montagem de Funny Girl, o clássico imortalizado por Barbra Streisand e que é visto pela nossa protagonista como o melhor musical de todos os tempos. Ao ser escolhida para viver a protagonista da nova versão, Rachel mergulhou fundo em um universo que conhecia apenas empiricamente. Agora, com a estreia se aproximando e com várias críticas brotando, a segurança de Rachel é abalada.


Enquanto muitos se perguntavam se não veríamos mais Sue e Will na série, o episódio também nos mostrou que sim, eles continuam ali. Mesmo que Lima fique láááááá em Ohio, o roteiro pode utilizar-se dos personagens sempre que julgar necessário e, confesso, estava morrendo de saudades das incoerências absurdas de Sue Sylvester. O artifício usado para levá-la para Nova York foi muito divertido e sua noite dos sonhos com uma versão masculina de si mesma na Big Apple foi hilária. Fora que é sempre legal ver o embate da treinadora com os ex-alunos do McKinley.

Além disso, a situação também serviu para reinserir Will e mostrar-nos que seu filho, Daniel Finn Schuester, acaba de nascer. Tão bonitinho o momento dele prestando homenagem ao Finn e contando à Rachel e aos amigos que seu filho havia nascido. Eu fico emocionado com esse tipo de coisa, me deixem!


E se venho falando que o mote principal de Glee sempre foi a amizade, aqui isso foi mais que explicitado. Apoiando Rachel, seus amigos (os que puderam, principalmente) estavam presentes, incentivando-a a se erguer e superar as críticas à pré-estreia que poderiam abalar seu resultado no grande dia. Mercedes, Sam, Kurt, Blaine, Tina e Santana foram imensamente fofos. Principalmente Santana que, para mim, só cresce na série e é uma de suas melhores personagens.

No fim das contas, Rachel chegou ao lugar que sempre sonhou e atingiu o sucesso de crítica e público na Broadway. Faltando apenas 3 episódios para o final da temporada, resta saber quais os caminhos os roteiristas prepararam até a despedida do quinto ano de Glee. Tomara, e eu realmente espero isso, que os episódios vergonhosos tenham ficado para trás. Tomara, tomara!

Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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