9 de abr de 2014

Noé, de Darren Aronofsky




Levar uma história bíblica para às telonas não é um trabalho fácil, já que sempre existirão algumas perguntas sem respostas aqui e ali como: Será um filme de teor religioso? Será ou não fiel ao relato bíblico? Como vai conciliar o respeito pelos que acreditam na veracidade da Bíblia com os que consideram o relato apenas uma história fantasiosa? Não por acaso que Noé (Noah, no original), o novo drama bíblico a chegar aos cinemas, foi banido em várias cidades do Oriente Médio e reprovado por espectadores de várias religiões durante sessões testes. 

Entretanto, fica claro em Noé, que Darren Aronofsky, o diretor do longa, busca discutir a posição do ser humano diante do “juízo final” e o mais legal e visível é o lado da fé que leva ao fanatismo, muito bem interpretado pelo personagem principal da história, vivido aqui por Russell Crowe. 

Apesar das críticas, é perceptível que Aronofsky fez grandes pesquisas, resgatando trechos não tão conhecidos de diversas religiões. É muito interessante como a trama explica como a arca foi construída, como os animais chegaram até lá e assim permaneceram em harmonia. Tudo isso com efeitos que mostram imagens ou ações, mas com velocidade aumentada, acompanhadas de efeitos sonoros, tentando simular alguma ação. 

Porém, por mais que o filme seja bem detalhado, ele deixou a desejar em alguns pontos, como na construção (imagem) dos guardiões. Apesar de serem interessantes, parecem criaturas já conhecidas em outros filmes como O Senhor dos Anéis e Harry Potter, isso talvez para atrair um público maior, transformando assim o filme em algo mais comercial.


Mas, as partes mais interessantes do longa são as atuações dos atores.Russell Crowe conseguiu novamente abrilhantar o seu papel como em outras atuações, levando os telespectadores a odiá-lo, às vezes, devido suas emoções e crises existenciais. Já Jennifer Connely teve os seus momentos brilhantes dentro do seu papel, mostrando para todos o quão boa atriz ela é. Mas os que mais me chamou atenção foi o quanto o papel de Emma Watson teve destaque do meio para o fim, com uma atuação de ninguém colocar defeito; ela soube conduzir todo o seu drama emocional até o fim do filme. Logan Lerman teve um grande papel no filme também, porém, nada de muito interessante. 

Enfim, Noé vem demonstrar para nós que todos erramos nesse mundo, sob os mais diversos aspectos, conforme indicado na frase mais importante do longa-metragem: “o mal está em todos nós”.  O filme é, sem sombra de dúvidas, uma grande produção que certamente causará discusões a respeito de nossa sociedade atual . 

Aconselho a todos que ainda não assistiram ao filme, a fazê-lo de mente aberta, sem preconceitos e concepções religiosas, já que esse é o principal objetivo do filme: contar uma história conhecida mundialmente, mas de forma neutra e provocando reflexões.

Leandro Faria  
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