22 de abr de 2014

O Código do Apocalipse, de Adam Blake





Assim que terminei a leitura de Manuscritos do Mar Morto, primeiro livro do fictício Adam Blake, fiquei curioso com o desenrolar daquela história. Afinal, era óbvio para mim que o fim do livro dava margem para uma continuação e, com uma pesquisa no Google foi fácil descobrir que ela até mesmo já existia e já fora lançada fora do Brasil. Só me restava aguardar ansiosamente que The Demon Code chegasse ao país  para que eu pudesse embarcar novamente nas vidas de Leo Tillman e Heather Kennedy.

Por isso, foi com profundo interesse que acompanhei o lançamento de O Código do Apocalipse, nome que o livro ganhou por aqui, pela Editora Novo Conceito no Brasil. A editora, que já havia lançado Manuscritos do Mar Morto, mostrou mais uma vez respeito pelo público ao dar continuidade a uma história que, certamente, ganhou vários fãs no país.

Passando-se anos depois da história do primeiro livro, O Código do Apocalipse encontra Heather Kennedy ganhando a vida como investigadora particular e prestando serviços diversos. Quando contatada novamente por alguém que conheceu durante o desenrolar dos acontecimentos de Manuscritos do Mar Morto, a personagem se vê novamente às voltas com o Povo de Judas e tendo de lutar ao lado deles para evitar o pior: o fim da humanidade.

Acompanhada novamente de Leo Tillman, somos também apresentados ao jovem Ben Rush e a misteriosa Diema. Juntos, o grupo terá de embarcar em uma busca por dissidentes da Tribo de Judas que, com uma visão de outro livro sagrado planejam a morte de, pelo menos, um milhão de pessoas. Fora isso, o perigo ronda a todos, já que apesar de uma alida temporária, Diema é também o próprio inimigo, já que a personagem nada mais é que uma elohim da Tribo de Judas. Tenso e envolvente, certamente!

Com a agilidade que consagrou Manuscritos do Mar Morto, Adam Blake (ou, se preferir, Mike Carey, o nome por trás do pseudônimo) mais uma vez nos leva em uma aventura empolgante em O Código do Apocalipse. Mantendo a estratégia de apresentar capítulos curtos e com excelentes cliffhangers, o autor é um prodígio na arte de nos fazer querer conhecer o fim da história, ao mesmo tempo em que nos deixa antecipadamente tristes por termos que nos despedir de seus personagens.

Apresentando um final excelente, que tanto pode encerrar toda a trama como servir de abertura para uma nova história, O Código do Apocalipse entra para o rol de bons livros que possuem enredo com fundo "religioso" e nos convidam a embarcar em teorias da conspiração e mistérios secretos. É diversão da melhor qualidade e que nos faz querer mais a cada página.

Autor: Adam Blake
Páginas: 464

Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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1 comentários:

Rodrigo de Campos Gonçalves disse...

Cara não sei se vc conhece, mas se não...
Um excelente escritor - e brasileiro - é o Eduardo Sphor e sua saga A Batalha do Apocalipse e Os Filhos do Éden (livros 1 e 2). Ė tão bem escrito que o primeiro (A batalha) ela cabe dentro dos outros dois, vale imensamente a leitura. A batalha do Apocalipse têm uma edição especial em capa dura com , vamos dizer, extras, é essa edição que tenho.

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