7 de abr de 2014

Primeiras Impressões: Superstar





Os reality musicais vieram para ficar. Grande sucesso fora do Brasil, lançando nomes relevantes em diversas áreas musicais no mercado internacional (principalmente o americano e britânico), por aqui os programas do tipo nunca foram muito impactantes e, tirando um nome ou outro (Thiaguinho e Roberta Sá, "descobertos" no finado Fama, por exemplo), ainda não tivemos um grande sucesso entre as fileiras de candidatos que já passaram por programas do tipo.

Mas, como audiência é sucesso, com o bom desempenho das duas primeiras temporadas do The Voice Brasil, a Globo se deu conta de que poderia ter uma mina de ouro nas mãos. Por isso, além do programa que busca um novo nome para a música nacional (mesmo que seus dois primeiros vencedores, Ellen Oléria e o insosso Sam Alves, permaneçam semi-anônimos) a emissora carioca acaba de lançar uma outra competição musical, o Superstar, que estreou no último domingo, após o Fantástico.

A ideia é excelente. Baseado em um formato israelense lançado em 2013, o programa ganhou versões em diversos países (a americana estreia em junho na rede ABC, mesma do excelente The Voice - friso: o americano!), e se predispoe a "descobrir" uma nova banda para despontar para o sucesso nacional. Interativo, a grande diferença de Superstar para o The Voice está na forma como as bandas são selecionadas: apesar de contar com três "jurados", o público tem poder de voto desde a fase das audições, ganhando inclusive visibilidade, já que o rosto do telespectadore votante pode surgir no programa enquanto vota de casa.

Funciona assim: uma banda se apresenta atrás de um painel e para seguir adiante na competição, deve conseguir 70% dos votos da audiência. Quando isso acontece, o painel sobe e a banda é adotada por um padrinho entre os jurados famosos. O voto dos jurados tem peso de 7%, ou seja, o público pode passar, sozinho, uma banda para etapa seguinte. E quando vota de casa, via app, o rosto do telespectador é projetado no painel à frente da banda, formando um mosaico de pessoas que estão "curtindo" o som da banda.


Apresentado com segurança por Fernanda Lima (cada vez mais bonita), entretanto, o Superstar ainda não disse a que veio. Me pareceu que o programa foi feito às pressas para ocupar o espaço deixado pelo Big Brother Brasil na grade, com problemas diversos que atrapalharam o bom andamento do que poderia ser uma ótima diversão. 

Formado por Ivete Sangalo, Fábio Jr. e Dinho Ouro Preto, o corpo de jurados estava perdido. Ivete, que é sempre divertida, parecia disposta a passar todo mundo e dizia ter afinidade com todas as bandas que se apresentaram. Dinho falou demais e, mesmo assim, parecia podado pelo "ao vivo", já que não podia soltar seus já famosos palavrões. Já Fábio Jr., bem, o que o Fábio Jr. está fazendo ali mesmo?

Na co-apresentação do programa, ao lado de Fernanda Lima, um esbelto André Marques pós redução do estômago não disse a que veio. Suas intervenções foram bobas e desnecessárias. Já Fernanda Paes Leme mostrou que está cada dia mais linda e deu conta do ingrato recado de ser a pessoa responsável por ler os tuites do público e entrevistar os membros das bandas selecionadas, mostrando inclusive jogo de cintura ao sair de uma super cantada em rede nacional.

Entretanto, o maior problema de Superstar se deu no que deveria ser o seu maior diferencial: a interatividade. Divulgado com bastante antecedência, o aplicativo para votação do público simplesmente não funcionou como deveria. Eu mesmo tentei votar várias vezes, mas o app travava, ficava intermitente ou simplesmente não respondia a nenhum comando. Frustrante para o público que, certamente, queria participar da seleção das bandas, já que isso foi tão alarmado pelas propagandas do programa.


Com umas poucas bandas realmente boas, o público (aquele que conseguiu votar, é claro), pareceu um tanto quanto crítico em sua avaliação. Foram poucas as bandas aprovados para a segunda fase da competição e, entre as escolhidas, eu só gostei de uma, a Banda Malta.

Moral da história: Boninho, o diretor geral da atração, tem muito dever da casas para fazer para a próxima semana. Tirado o fator "estreia ao vivo", que certamente deve ter impactado tanto no nervosismo quanto na profusão de problemas técnicos, o programa pode ser uma boa alternativa para as noites de domingo, se tiver seus erros corrigidos e, principalmente, seu aplicativo funcionando a contento. 

Vamos aguardar as próximas semanas e ver o que Superstar nos reserva!
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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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