28 de mai de 2014

#BaúPop: Se Enlouquecer, Não se Apaixone




Há algum tempo me deparei com uma obra cinematográfica que me surpreendeu. O filme em questão é Se Enlouquecer Não Se Apaixone (It's Kind of a Funny Story, no original) de 2010 que, apesar de mais recente, já pode ser considerado dentro do nosso #BaúPop. É claro que o nome do filme em português não traduz literalmente o sentido original, já que ela é praticamente impossível. Entretanto, nesse caso não é o nome do filme que nos interessa e sim sua história e o que me fez gostar dele. 

Se Enlouquecer Não Se Apaixone narra a historia de Craig (Keir Gilchrist), um típico adolescente de 16 anos, com uma família bem estruturada e estudante de uma escola elitista. Mas, apesar disso, Craig tem seus complexos, e o principal deles é sua tendência suicida. 

Logo no começo do filme Craig se imagina pulando de uma ponte e, por sua própria conta decide procurar ajuda. Saindo pela manhã de casa, ele parte para um hospital em busca de tratamento, pensando que só tomaria alguma medicação e logo seria liberado. Contrariando suas expectativas, ele é internado para avaliação e, visto que a ala destinada a adolescentes esta em reforma, ele é agrupado junto aos adultos com problemas iguais ou piores aos seus.

No hospital Craig conhece Bobby (Zach Galifianakis, de Se Beber, Não Case), um paciente com problemas para seguir adiante na vida e alguns transtornos. Além disso, é nesse estranho cenário que também conhece Noelle (Emma Roberts), uma adolescente com tendências suicidas semelhantes aos seus.


O interessante no filme é a forma como ele é narrado, mostrando uma visão das pressões que tantos jovens quanto adultos têm que lidar diariamente. O caso de Craig é de depressão; sua família o ama, mas acaba por exercer certa pressão para que ele seja um ótimo aluno e tenha uma ótima carreira profissional. Outro fator em sua vida é a paixão reprimida por uma garota de sua escola que namora seu melhor amigo, o qual na visão dele é perfeito em tudo o que faz, fazendo com que ele não consiga competir para conquistá-la.

O filme acaba se focando nas pressões que todos vivem e investindo nisso. Bobby, por exemplo, não consegue ajeitar a sua vida e seguir em frente para assim poder viver com sua filha de oito anos. O filme é de uma grande sensibilidade,apresentando uma visão bem simples deste problema subjugado pela maioria das pessoas que é a depressão.

O ponto chave que gostei foi o fato de Se Enlouquecer, Não se Apaixone não apresentar um final mágico e maravilhoso que todos esperam. Sim, Craig fica bem, entretanto, nem todos os seus problemas são resolvidos, o que é demonstrado no término do filme.

E uma ultima informação: o filme tem uma bela trilha sonora, com direito a Queen. 

Vale como uma inspiração para as nossas vidas, para percebermos o valor das coisas que já temos. Afinal, o nosso Baú é Pop, mas também pode ser doce e inspirador.

Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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