29 de mai de 2014

Glee - 05x20 - The Untitled Rachel Berry Project (Season Finale)




Com um ligeiro atraso, finalmente o review do último episódio do quinto ano de Glee chega aqui no Pop de Botequim. E sim, a culpa é só minha mesmo. Perdoem-me, mas férias são boas e eu estava precisando dos meus merecidos dias de descanso, deixando de lado até mesmo as minhas séries preferidas, cujas season finales estou conferindo apenas agora. E The Untitled Rachel Berry Project, o insosso desfecho dessa temporada de Glee foi o primeiro que assisti.

Convenhamos: essa quinta temporada foi medíocre. Em vários (e foram vários MESMO) momentos eu pensei em abandonar a série, já que não sabia o motivo de continuar acompanhando uma trama tão sem pé e cabeça como Glee se tornou. Mas tenho um sério problema com desapego e continuava lá, semana após semana, acompanhando e odiando quase tudo que via. Tirando um ou outro momento inspirado, os roteiristas pisaram feio na bola. E assim chegamos a The Untitled Rachel Berry Project, que não decepcionou exatamente porque não dava para esperar muita coisa dele.

Vamos aos fatos? Rachel vai realmente arriscar a sorte na televisão e deixar seu sonhos da Broadway de lado. Esqueçam que emplacar um piloto na TV americana é uma tarefa hercúlea (menos para Shonda Rhimes, mas ela é foda) e que mesmo um piloto produzido pode levar séculos até ser aprovado. Esqueçam o sonho de uma vida e terão Rachel sendo mimada e largando tudo por algo que pode nem mesmo dar certo.

A traminha com a roteirista idiota foi boba, principalmente com a primeira versão do piloto que ela escreveu. Eu via as cenas se desenrolando e pensava: isso é realmente uma season finale ou estou vendo mais um episódio filler como tantos outros? Mas não, era realmente o final bobo da temporada. No fim das contas, bastou Rachel cantar para a roteiristas "pegar" a alma da nossa protagonista e criar um programa para ser chamado somente dela. Rachel sendo egocêntrica desde o episódio piloto. É, taí algo com que Glee sempre foi coerente.

Ainda sobre os momentos sono total do episódio, alguém se importou com o novo término de Sam e Mercedes? Juro que cada vez que Mercedes fala "Jesus" eu tenho vontade de vomitar. Por que? Porque me lembro de Ryan Murphy falando em The Glee Project que sempre quis escrever um personagem cristão e nunca tinha conseguido e, tenho certeza ABSOLUTA, com a não aceitação do público ao personagem criado para o vencedor da primeira temporada do reality, ele resolveu investir nesse lado de Mercedes que, de uma hora para outra, passou a ser um baluarte da castidade. Sinceramente? Zzzzzzzzz

Sam, que eu até gostava, me cansou com essa história boba de amor com Mercedes e, principalmente, decidindo abandonar tudo para voltar às suas raízes, mesmo depois de ter finalmente conseguido estrelar uma campanha de underwear

O que efetivamente gostei? Do retorno de Brittany, que poderia ter sido bem mais legal se Santana estivesse no episódio. Aliás, dizem por aí que o motivo de Naya Rivera não estar presente é que ela foi demitida. Mas como os boatos só aumentam e ninguém tem certeza de nada, temos de esperar até o próximo ano para ver o que acontecerá com a personagem Santana.

Kurt e Blaine foram até que fofinhos. Eu que andava meio que sem saco para o casal achei legal a atitude de Blaine de colocar sua chance em jogo para inserir Kurt em sua apresentação para os ricos de Nova York. É bom ver que no fim das contas, pelo menos um casal continua firme e forte na série.

Com um final xoxo e desanimado, resta-nos aguardar o sexto e anunciado último ano de Glee. Ryan Murphy, que tem fama de nunca conseguir terminar bem suas histórias que tem início promissor, já prometeu que "todo mundo do elenco que queira participar (da sexta temporada) terá a oportunidade de retornar e terminar a história de seu personagem"

O que eu acho disso? Já assisti cinco temporadas mesmo, né? Não é apenas mais uma series finale que irá me matar. Por isso, tenha certeza: os reviews do eminente último ano de Glee estarão presentes aqui no Pop de Botequim. Quem viver, verá!

Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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