7 de mai de 2014

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro, de Marc Webb




O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2, no original), chegou às telas brasileiras na última quinta-feira (01) e nos trás a continuação da história do aracnídeo mais querido do cinema. Como bom apreciador deste que talvez seja o maior herói da Marvel, fui conferir o longa e, sinceramente, não me empolguei com a trama, possivelmente por ter na memória a trilogia antiga do Cabeça de Teia. Mas o fato é que o filme tem seus méritos e seus deméritos. 

Aqui vemos Peter Parker confiante como Homem-Aranha e já “aceito” pela população nova-iorquina, mas divido entre cumprir a promessa feita ao Capitão Stacey de afastar-se de sua amada Gwen. As primeiras cenas do filme impressionam, a parte estética e visual são arrebatadoras: com tomadas em primeira pessoa, seguimos juntos ao aranha escalando os prédios de Nova York e isso é um ponto a favor do filme que peca justamente na trama que foi iniciada na aventura anterior. O enredo fica na mesmice de Peter desvendar o que realmente motivou seus pais a abandoná-lo e qual é a real dimensão da onipresente organização Oscorp. 


Outro ponto negativo é a falta de empatia que temos com os vilões que são apresentados na trama. Mesmo o bom ator Jamie Foxx não consegue salvar seu fraco vilão Electro. E quando digo fraco, que fique clara a motivação do personagem. Nem mesmo a presença do amigo Harry é gratificante no filme, visto que na franquia anterior o personagem tinha uma importância fundamental no desenvolvimento do herói, algo que tentou ser implantado neste filme atual e que, entretanto, não sai como esperado.

O que temos é uma clara impressão de que o roteiro tenta “imitar” algo que a Marvel/Disney consegue fazer muito bem em seus filmes, que é a multitrama interligando personagens e histórias. Já no roteiro do aracnídeo isso não acontece de forma natural, e as tramas apresentadas ficam desinteressantes no decorrer do filme; o passado tenebroso de seus pais não cria carisma com o público e desvirtua a origem do herói. 






Uma virtude do diretor Marc Webb (do primeiro O Espetacular Homem-Aranha e de 500 Dias Com Ela) é trabalhar muito bem o romance do filme. Andrew Garfield e Emma Stone conseguem transmitir uma sintonia perfeita de diálogos, gestos e sentimentos, fazendo em certos momentos que a trama se pareça com um romance juvenil. 

Por fim, o filme supera seu antecessor, porém fica aquém do que eu esperava dele, sendo entretanto uma boa opção de diversão. Detalhe importante: fica explícito que teremos mais aventuras do cabeça de teia.

OBS: Seria ótimo se os direitos do personagem voltassem para a Marvel.

Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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