22 de mai de 2014

Primeiras Impressões: The 100





O que esperar de uma série adolescente, da emissora americana CW, que se passa em um futuro distópico, onde a humanidade teve de deixar a Terra devido a um desastre nuclear, se mudar para uma estação espacial e, 97 anos depois, com a sobrevivência novamente ameaçada, escolher um grupo de jovens para voltar ao planeta para verificar as condições de vida?

Nada animadora a premissa, não é mesmo? Entretanto, The 100, uma improvável ficção científica baseada em um livro homônimo da escritora Kass Morgan, consegue prender a atenção. Seja pelo momento em que as distopias estão na moda (Jogos Vorazes e Divergente estão aí pra provar que o público anda curtindo essa vibe) ou pela boa realização da emissora americana, a série consegue convencer e, com uma segunda temporada já anunciada, vem mantendo sua audiência na televisão.

Com uma boa dose de ficção, disputas, traições e muita aventura, o episódio piloto empolga e, com o passar dos episódios, apesar da caída normal que as séries normalmente dão, a trama se mantém. Depois de anos no espaço em uma estação batizada de The Ark, onde a comida é racionada e qualquer crime juvenil é encarado como ameaça à sobrevivência da espécie, 100 jovens delinquentes são escolhidos para voltar à Terra para experimentarem as condições do planeta de receber os humanos de volta. Uma decisão super acertada, afinal, o que jovens adolescentes presos em uma estação especial menos querem é liberdade, né? Quer dizer...

Assim, jovens são obrigados a conviverem entre si formando uma nova civilização, o que já foi testado e funcionou em diversas obras de ficção, sendo O Senhor das Moscas uma referência obrigatória para esse tipo de assunto.







Protagonizando a história, o elenco jovem é encabeçado por Eliza Taylor, que vive a jovem Clarke Griffin. Presa por apoiar o pai, que foi morto ao querer contar à população de The Ark que os mantimentos estavam chegando ao fim, a jovem é mandada para uma Terra hostil juntamente com os outros 99 adolescentes rebeldes. É claro que entre uma disputa pela própria vida e outra, como se trata de um drama adolescente, ela se envolverá num quadrilátero amoroso com outros personagens. Crepúsculo e Jogos Vorazes estão aí pra provar que não adianta: se sua vida corre perigo, fazer parte de um rolo amoroso é necessário!

Com um elenco jovem irregular, chama a atenção os nomes de Henry Ian Cusick (o eterno Desmond, de Lost, que eu não perdôo por ter saído de Scandal e se metido nessa história) e de Isaiah Washington (o Burk, de Grey´s Anatomy) como dois dos "adultos" do elenco. Antagonistas na trama, os personagens Councilman Kane e Chancellor Jaha acabam protagonizando boas disputas na série, prendendo nossa atenção no lado adulto da história. E vale dizer: os atores devem ter estudado, já que suas atuações estão no padrão canastrice da CW, o que nem sempre é uma coisa ruim.


Com uma trilha sonora inspirada e sendo protagonizada por adolescentes belos e naturalmente sedutores (como todas as séries da CW, diga-se de passagem), The 100 é feita sob encomenda para o atual momento da dramaturgia juvenil e, por isso mesmo, caiu nas graças da audiência.

Bobinha, The 100 não entrará para a história como uma série imperdível, mas cumpre seu papel de entretenimento pueril e descartável. Vale a conferida e o tempo perdido, já que a audiência se mantém e, pelo menos, um segundo ano foi garantido, algo digno de nota nos tempos atuais em que a maioria das séries não conseguem se manter no ar.

Agora me diga: vai encarar?

Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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