23 de jul de 2014

Planeta dos Macacos: O Confronto, de Matt Reeves





Quando foi lançado em 2011, Planeta dos Macacos: A Origem, surpreendeu. Baseado e sendo um prequel do clássico filme de 1968, o longa reapresentava a história dos macacos que superevoluíram, a partir do "paciente zero", o primeiro macaco e ganhar contornos mais inteligentes. César, interpretado pelo ator Andy Serkis com o apoio de computação gráfica, era um dos pilares do primeiro filme e, exatamente por isso, em sua sequência, virou o protagonista absoluto da história.

Dez anos depois dos acontecimentos do primeiro filme, começamos Planeta dos Macacos: O Confronto (Dawn of the Planet of the Apes, no original), descobrindo que a humanidade praticamente se extinguiu, já que morreram em uma epidemia em uma proporção de 500 por 1. Já os macacos, liderados por César, vivem nos arredores de São Francisco em uma comunidade símia bastante evoluída. É nesse momento que César, um líder ético e com uma grande afeição pelos humanos, tem sua soberania colocada à prova por outro macaco, Koba, quando um grupo de humanos surge na trama em busca da hidrelétrica que fica exatamente no local onde os macacos agora vivem.

Apresentando em seu elenco nomes como Gary Oldman e Jason Clarke, são os personagens símios que realmente importam na trama. Se os macacos evoluíram, acabaram adquirindo comportamentos não tão diferentes dos humanos, como inveja e sede de poder, o que acaba chocando César e fazendo-o ter de reafirmar sua liderança no bando.


Com efeitos visuis de tirar o fôlego e uma trama que nos prende desde os segundos iniciais da projeção, Planeta dos Macacos: O Confronto, nos leva através de sua história em uma viagem empolgante e que nos desliga totalmente do mundo real, fazendo com que nem mesmo tenhamos consciência do tempo passando.

Andy Serkis, o grande especialista em dar vida a personagens que serão trabalhados em computação gráfica, está soberbo e já passou da hora da Academia enxergá-lo como o grande ator que é. César, o soberbo personagem principal de Planeta dos Macacos, é expressivo graças ao trabalho do ator, que aqui atinge a excelência em seu trabalho. E falo isso de um ator que deu vida a personagens já clássicos como o Gollum, de O Senhor dos Anéis, e do gorila de King Kong, da versão cinematográfica de Peter Jackson.

Já a direção de Matt Reeves é segura e mantém o bom trabalho apresentado por Rupert Wyatt em 2011. Matt Reeves, famoso por seu trabalho em e Cloverfield e de Let Me In, conduz a trama sem estrionismo, realizando o 3D com parcimônia, dirigindo seus atores de forma a arrancar interpretações a contento e convincentes.

No fim das contas, o interessante dessas novas versões de O Planeta dos Macacos é que os filmes atuais não deturpam a história original,  mas também não precisam delas para serem apreciados individualmente como diversão de qualidade. Dessa forma, se quer diversão escapista de qualidade, não se furte dessa aventura que, certamente, o empolgará.

Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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1 comentários:

Ulysses disse...

Assisti e é muito show o filme.

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