10 de jul de 2014

Pop 5ive: Os Melhores Suspenses de Alfred Hitchcock



Ok, não é nada fácil escolher apenas cinco filmes do maior de todos mestres do suspense e um dos maiores realizadores cinematográficos do mundo. Mas, achei o desafio cinematográfico bacana e resolvi encarar a tarefa de preparar um Pop 5ive: Os Melhores Suspenses de Alfred Hitchcock.

Afinal, Alfred Hitchcock sabia como ninguém que o espectador não era bobo e oferecia a ele a capacidade de participar de seus filmes. Os assassinos eram revelados logo no começo da maioria de seus filmes, e o que ele queria era fazer com que o público acompanhasse a história como parte integrante daquela narrativa. Seu vilões eram humanos e as mulheres não eram mocinhas ingênuas, muito pelo contrário.

Dessa forma, sem mais delongas, vamos à minha lista. Que, deixo claro, é bastante pessoal e expressa o meu gosto pela obra do cineasta. Quer conhecer meus eleitos? Vamos lá e por ordem de lançamento, não necessariamente de preferência!

Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)

Hichcok devia gostar de uma boa sacanagem! Quem nunca? Em Janela Indiscreta ele usa e abusa do voyeurismo e, nas mãoes dele então, era possível vermos fogo saindo de uma gelada Grace Kelly. A loira preferida do diretor está perdidamente apaixonada pelo temporariamente inválido James Stewart que, como não tem o que fazer, fica a espionar seus vizinhos da frente. Mas parece que um assassinato aconteceu e agora as coisas podem se complicar pra indefesa Grace Kelly sem que James Steart possa fazer nada.

Com um ritmo crescente de tensão (e tesão), Janela Indiscreta vai se moldando aos olhos do espectador e a perfeita direção de arte se torna não apenas um elemento chave mas também personagem importante da história.

O Homem que Sabia Demais (The Man Who Knew Too Much, 1956)

Remake do filme de  1934 dirigido pelo mesmo Hitchcock, quando ainda estava na Inglaterra, é nessa obra que temos uma Doris Day inspiradíssima e roubando todas as cenas em que aparece, além de cantando a famosa Whatever Will Be, Will Be (Que será, será), que ela não queria cantar por considerar infantil demais, vejam só! Além dela, como não se esquecer de James Stewart, eternamente canastrão, mas quem se importa?

O mestre aqui é Alfred Hitchcock, que consegue tecer com maestria esta história repleta de viravoltas até o final!

Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1958)

Sim, mais um filme com James Stewart, o que é interessante, já que Hitchcok gostava dele, apesar de sua fama de diretor que não se importava com atores e os considerava descartáveis. E com Kim Novak, que desfila pelo filme. E com ela vemos um emaranhado de situações que deixam o pobre do Stewart cada vez mais angustiado.

Aliás, a angústia talvez seja o elemento chave do filme que aqui no Brasil teve um título-spoiler.

Psicose (Psycho, 1960)

Hitchock gostava mesmo era de provocar a plateia, e o que temos aqui é uma protagonista (Janet Leigh) de comportamento duvidoso que se mete na maior roubada e, pior, as coisas só tendem a pioram para ela ao longo do filme que, obviamente, não irei contar seu final. Mas, quem mandou parar num hotel na beira da estrada e ser atendida por um homem (Anthony Perkins) com cara de psicopata?

Com um roteiro ousado, Psicose tem uma  das cenas mais famosas do cinema de todos os tempos e sua trilha se tornou referência total no gênero, ou seja, basta ouvir pra dar um pulo do sofá!

Os Pássaros (The Birds, 1963)

Nesse outro clássico de Hitchcock, quem mete medo são as aves, não os seres humanos. Tudo começa quando a jovem rica Melanie Daniels (Tippi Hedren) se encanta por um advogado (Rod Taylor) e vai até a cidadezinha onde ele está com a mãe e a irmã mais nova, que cai de encantos por Melanie de cara ao contrário da mãe. Tudo parece calmo e pacato, até que.. Até que as aves tocam o terror e sobra pra todo mundo, principalmente pra coitada da professorinha da escola do vilarejo.

Mas porque do nada as aves começam a agir assim? O mais interessante é que o filme brinca com esta dúvida, e brinca tanto, que no final queremos saber como aquilo vai acabar e não porque elas enlouqueceram de vez. 
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E fechamos assim a lista com as minhas cinco escolhas. E você, gosta de Hitchcock? Se tem bom gosto, sei que a resposta será sim! E a sua lista, é parecida com a minha?

Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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1 comentários:

Berguinho Freitas disse...

A lista é boa, como 90% ou 100% do que Hichtcock fez, mas eu acharia um lugar pra Pacto Sinistro (Strangers on a Train - 1951).

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