24 de jul de 2014

Transformers - A Era da Extinção, de Michael Bay




Fraco, pobre e repetitivo. É com esses adjetivos que começo a resenha de Transformers – A Era Da Extinção, quarto longa da franquia iniciada em 2007 por Michael Bay. 

Qualquer pessoa que ainda tenha alguma dúvida sobre a marca que Michael Bay gosta de imprimir em seus filmes, a partir de hoje, torna-se obrigatório assistir à Transformers: A Era da Extinção. Em nenhum outro filme de sua carreira o diretor extrapolou tanto assim de suas assinaturas. Eternos 165 minutos (SIM, DUAS HORAS E QUARENTA E CINCO MINUTOS) de muita explosão, carros, velocidade, câmera trêmula, mulheres de roupa justa, explosões, porrada, tiros, explosões, metal sendo dilacerado como nunca antes visto, e mais algumas explosões. O enredo de Transformers 4 é tão raso que se perde no alegórico show de efeitos visuais. 

Três anos após o grande confronto entre Autobots e Decepticons em Chicago, os gigantescos robôs alienígenas desapareceram. Alguns deles, para não dizer todos, estão sendo caçados pelos mercenários liderados por Harold Attinger, sob o falso pretexto de serem os malvados Decepticons, quando na verdade estão servindo de matéria prima para que o cientista Joshue Joyce construa sua própria geração de robozinhos gigantes. Isto obriga os Autobots a fugirem e leva Optimus Prime, o mais procurado por possuir a “semente”, à fazenda do inventor fajuto e pai superprotetor Cade Yeager. E não demora até que os homens de Attinger, em conluio com alienígena caçador Lockdown, surjam na fazenda, ameacem Cade, sua filha Tessa e seu ajudante Lucas, forçando Optimus a abdicar do esconderijo para protegê-los, e ponham as engrenagens da narrativa para girar. 


O problema aqui é que o roteiro é muito pobre mesmo e a história é incoerente. Cade, que é um inventor sem muito sucesso, logo consegue hackear um drone da maior empresa de tecnologia dos EUA, e isso é só um dos muitos erros de coerência que o filme apresenta. Outro ponto que me chamou a atenção é a não menção dos personagens principais dos filmes anteriores; mesmo com a a linha do tempo correndo apenas três anos, nem mesmo Optimus ou Bumblebee sequer lembram-se do sempre prestativo Sam Witwicky. 

Como se não bastasse, Transformers 4 tem ainda um exagero astronômico de product replacement, algo que não incomodaria tanto num filme independente, com história original e que encontrou nessa forma de publicidade uma maneira de levantar os recursos necessários para acontecer. Mas em Transformers isso beira o inaceitável. O filme todo já é um enorme product replacement para os brinquedos da Hasbro e ainda exagera muito na quantidade de marcas inseridas durante a projeção. 

Com o núcleo humano reduzido, as atuações pouco empolgam. Mark Wahlberg é sólido com seu personagem, que não exige muito. Nicola Peltz está ali para fazer o papel de Megan Fox e usar roupas justas, e mesmo assim não cria empatia com o público. Jack Raynor consegue, apesar do pouco destaque, entregar um personagem caricato e que nos tira alguns sorrisos. Stanley Tucci dá vida a um personagem muito parecido com o de John Malkovic em O Lado Oculto da Lua, tão caricato quanto desinteressante. 

Com certeza uma das três maiores arrecadações do ano, Transformers: A Era da Extinção foi feito sob medida para quem curtiu os antecessores. Uma triste notícia, entretanto, é que o filme deixa um final em aberto para futuras e desgastantes continuações.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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10 comentários:

Shirley disse...

vou dar um voto de confiança pro PdB (eu nunca confio em críticas, sejam elas positivas ou negativas) e vou deixar pra assistir quando chegar na sky :-P o texto tá coerente e imparcial demais pra não ser levado em conta. parabéns mais uma vez, moçada! ;-)

Artur Lima disse...

Muito obrigado pela confiabilidade e de verdade não perca seu tempo ou dinheiro indo assistir, melhor esperar mesmo. E não deixe de nos acompanhar.
Beijos e até mais ^^

Rafael disse...

Falou besteira, todos os vereditos de todos os veículos sobre notícias sobre a cultura geek e nerd e etc dizem que foi sim um bom filme, recheado de cenas de ótimos efeitos especiais. (Quem acompanha desde os desenhos, sabe o quanto retrataram muito bem o universo dos Autobot's na telona.) Mas não fale besteira. Vlw flw.

Leandro Faria disse...

Rafael, desculpe me intrometer, mas que "veículos" de cultura geek e nerd você está lendo?
Li bastante coisa, brasileira e americana, e o veredicto é apenas um: o filme é uma merda.
Aliás, sobre um ponto todos os críticos são unânimes: Michael Bay é SEMPRE uma bomba!
Entenda apenas uma coisa: você pode ser fã, só não pode ser cego!
Um abraço

Unknown disse...

taqueopariu criticar um filme de fantasia por não ter um enredo? quer ficar emocionado assista 12 anos de escravidão, transformers é uma franquia pra se divertir, ir com os filhos no cinema, e não sair com um tumor no coração de lágrimas, aposto que o crítico ai chorou com o crepúsculo bonitinho que é o filme a culpa é das estrelas kkk, transformers 4 é sim um filme ÉPICO, divertido e tem o optimus prime montando em cima de um t-rex robô, qualquer argumento contra isto é totalmente inválido

Leonardo Souza Carvalho disse...

Tu é um critico muito ruim!

vanherp2904 disse...

O cara quer enredo em filme que é basicamente pra ver porrada entre robôs gigantes(o tesão já ta aqui) e que contém dinossauros de máquina.
Vá caga ome.
Filme épico, e tartarugas vai ser mais do caralho ainda, Michael Bay MITO!

PRESS PLAY > disse...

Sou fã da série, (a original) concordo com todos os problemas que Sr.Bay imprime, a incoerência com a mitologia volta a ocorrer, mas quem assiste filme dele já sabe o que esperar, sem roteiro, humanos em último plano e cenas de meninas em slow motion com tudo explodindo em segundo plano ocorrem da mesma forma que nos 3 anteriores....mas de longe deixa de divertir...afinal é para isso que foi concebido.

Leonardo Souza Carvalho disse...

Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema. kkkkk Esse cara não tem futuro!

Artur Lima disse...

"Com certeza uma das três maiores arrecadações do ano, Transformers: A Era da Extinção foi feito sob medida para quem curtiu os antecessores." Uma das frases que utilizei no meu texto sobre Transformers.
Que deixa claro que o filme foi feito para quem é fanboy dos filmes anteriores.
O que acho engraçado é que as pessoas acham que por se tratar de um filme de ação, não precisa ter um bom roteiro, uma boa história, bons diálogos e boas atuações,pensam que basta explodir tudo e dar porrada, ter bons efeitos e pronto ta feito o filme. Temos bons exemplos de filmes de ação com bom roteiro, bons personagens cito como exemplo "Planeta dos Macacos: O Confronto", ou Vingadores, Capitão América e por aí vai e indo até mais longe os bons filmes de Christopher Nolan da saga Batman que provam que se pode fazer um bom filme de ação com conteúdo.
Mas como opinião é particular respeito as de todos, só não admito uma pessoa vir aqui e questionar o meu futuro pessoal e profissional, isso já é pra quem não tem argumentação.

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