14 de jul de 2014

#VergonhaAlheia - Ano II - # 12





Alô galera, bate a mão e bate o pé! Não, mentira!

Segundona, pessoal, como vocês estão, hein? Eu tô triste e feliz ao mesmo tempo. Triste porque #NãoTemMaisCopa e feliz com a possível volta de pautas relevantes e irrelevantes, galera! Foi difícil, viu? O desespero era geral, ninguém tinha do que falar, nem tinha mais assunto sobre a Copa: o jornal da minha cidade, por exemplo, fez uma matéria sobre crianças de mesmo nome que os jogadores da Seleção Brasileira (prestígio, não?). Era daí pra pior. Até quem não tinha nada a ver com a Copa, como a Anitta, que tentou tirar uma foto com a Rihanna e virou motivo de piada, me roubou a notícia, conseguindo tirar uma foto com a cantora logo depois. Que raiva!

Quem também sofreu nesse período foi a galera do Fantástico, já que o semanal da Globo ficou sem uma pauta decente (eu sei que todo domingo é assim, mas...). Acontece que eles estavam falando sobre o cabelo do David Luiz. Sim, isso mesmo, sobre como ter um cabelo igual ao do jogador, esse tipo de coisa que ninguém faz a menor questão de saber. Mas como eu já disse, não é de hoje que o Fantástico vem capengando, tá? Eles mudaram tudo, mas não adianta, as pautas continuam sendo irrelevantes, uma ou outra que salvam.

E por falar em falta de pauta... Vocês se lembram que, na terceira edição da #VergonhaAlheia, eu disse que o Datena iria apresentar o Brasil Urgente de cueca verde e amarela se o Brasil perdesse a Copa? Não, né, porque se lembrassem, teriam torcido para caramba pra que isso não acontecesse. Mas aconteceu: José Luiz Datena apresentou seu jornal de cueca, senhoras e senhores. Citando Datena: Me dá ibagens!




Ah, que desgraça! Tá parecendo figurante do programa do Rodrigo Faro ou Geraldo Luís, não tá? Que sai de dentro de uma caixa de papelão e TCHÁ, assusta a plateia e faz a alegria das donas de casa que não têm mais o que fazer.

Datena, meu querido, eu pensei que você não fosse capaz de tal atrocidade! Cadê o comprometimento com a notícia? Cadê a seriedade da Band? Cadê alguém te processando por agressão visual neste momento? Sim gente, alguém pare este homem!

Mas vem cá, Dateninha, você disse que, diferente de político, você cumpria o que prometia, mas tem um erro aí. A promessa era apresentar o programa de cueca verde e amarelo, não amarelo e vermelho, ou pensa que eu esqueci? Ok, ele mudou a promessa de última hora porque, né? Sete a um? A "homenagem" para a Alemanha foi válida. O que será que o Podolski achou disso? Se quiser sofrer mais um pouco, é facíl: clica aqui e veja o vídeo e a hashtag #kdcuecao!

Que vergonha, cruz credo. E essa não foi a última desgraça pós derrota pela Seleção Alemã, gente. Brasileiro é um povo que não sabe perder, não adianta fazer mimimi, dizer que isso ou aquilo, porque é a verdade. A prova disso foi o que os torcedores fizeram depois da derrota de sete a um.

Uma galera esperta e legal da Vila Madalena, em São Paulo, queimou uma bandeira do Brasil em sinal de revolta e protesto com a derrota. Belezura, hein?!

Aí vocês me perguntam: "Mas Glauco, o que isso tem a ver com a #VergonhaAlheia?". E eu respondo! Vergonha alheia nada mais é que o sentimento de vergonha que a gente sente quando alguém faz algo totalmente ridículo e acha que está abafando. Só que não está, o que foi o caso dessa galera animada da imagem aí do lado. 

Convenhamos, deprimente, meu povo! Uma maravilha! /SqN

Gente, tudo bem, a Seleção Brasileira perdeu de sete a um, mas a gente continua do mesmo jeito. E não, não é um texto político porque eu sou apolítico, mas o povo faz umas besteiras que causam vergonha na gente, não adianta, vou falar o que? Causa vergonha sim, porque todo mundo crente que tava abafando, fazendo a linha #VemPraRua, #NãoÉSóPor7x1 e coisa e tal, mas na verdade estavam todos pagando um belo de um mico. Ao invés de ir pra rua queimar bandeira, por que não foram pra casa assistir Em Família? Tá uma merda, eu sei, mas ainda  assim, era mais seguro ver as peripécias de Laerte e sua turma.

Por falar em merda, Luciano Huck não sabe a hora de calar a boca, galera. A última foi no sábado (12/7). Lu chamou Galvão Bueno (outro que não sabe a hora de calar a boca) ao vivo pra comentar sobre a derrota para o time alemão. Galvão mencionou Ashton Kutcher (que já não aguenta mais ser amigo do Luciano), e perguntou para o apresentador se ele ainda estava sob os efeitos da goleada. Luciano, destilando toda a sua sabedoria, respondeu... Isso:


Eu  não sei nem como começar esse parágrafo, viu? É sério, eu to aqui olhando pro monitor, sem saber o que falo pra vocês. Olha a cagada que esse cara fez em rede nacional! O que raios e carambas o 11 de Setembro tem a ver com futebol, Lu? Não, cara, para, tá errado isso aí, tá muito errado. Você até que começou bem, mas depois vai e me faz uma lambança dessas. E a gente sabe que a coisa foi feia mesmo quado até o Galvão ficou constrangido e disse uma coisa que prestasse.

Falar em Galvão significa... Falar de Neymar Jr., minha gente. Quem aí se lembra do #SomosTodosMacacos? Pois bem, o grupo ABC, responsável pela campanha, sensibilizado com a fratura sofrida pelo jogador (sensibilizados, ok), num intuito de motivar a Seleção, criou a campanha #SomosTodosNeymar. O que é? Simples, quem fosse assistir o jogo contra a Alemanha no estádio, podia entrar no site da campanha, baixar a máscara (isso mesmo) no formato do rosto do jogador, recortar (tipo artesanato da Eliana) e PIMBA, você se transforma no Neymar. Que morte horrenda!

Quem, em sã consciência, usaria uma coisa dessas? Nada contra o Neymar, na boa, mas é forçar a barra, hein. A campanha não teve tanto efeito quanto a da banana e eu acho que eu sei o motivo: Luciano Huck e Angélica não postaram foto no Instagram, ou seja, que campanha é essa que não teve o selo de credibilidade Caldeirão?

Mas eu li no Twitter que a plateia do Encontro com Fátima Bernardes estava usando as máscaras sim, porém eu tenho vida e li isso no meu trabalho. Infelizmente não temos imagens, o que é bom, depois de ter visto o Datena de cueca. Mas eu já ia indo embora sem mostrar pra vocês a máscara. Olha, que lindeza.



BÚ!

Tivemos também Luciana Gimenez, rainha do Twitter, que foi torcer pra Alemanha e pintou as cores da bandeira no rosto, porém na ordem totalmente errada; tivemos os argentinos quebrando Buenos Aires porque eles, assim como os brasileiros, não sabem perder; tivemos Messi fazendo o mal educado; tivemos o povo que pagou uma nota pra ir ao estádio vaiar a Dilma, sendo que dá pra vaiar de graça, no conforto do lar; e tivemos Dilma fazendo o "T" de "É tóis" expressão utilizada por Neymar. Foi daí pra pior, mas no cardápio de hoje só coube esse tanto de notícia.

Boa semana pra gente, comportem-se, olhem para os lados antes de atravessar a rua e, lembrem-se: não tatuem Hexa 2018 no antebraço, como o cara que tatuou Hexa 2014 fez, ok?

Um beijo!

Leia Também:
Leandro Faria  
Glauco Damasceno, um espírito livre, observador do tempo, da vida e das muitas timelines da web. Sonha em ter muito dinheiro pra poder cair no mundo, aprender tudo o que puder. Acredita que jazz, blues, soul, pop, samba, pagode e erudito sejam as trilhas sonoras perfeitas para a vida que leva
FacebookTwitter

2 comentários:

Dentro da Bolha disse...

Infelizmente não tem mais copa, não tem mais feriado, não tem mais fan fest! ~~ lágrimas ~~
Felizmente não tem mais tv falando, a galera do facebook berrando seus favoritos, não tem mais bunda de homem/mulher o tempo inteiro por conta da copa (mas ainda tem por motivo da cultura ser #fail)...!! ~~ sorriso ~~
É meu querido, a vida segue, e a vergonha alheia não tem limites.
Abraço,

dentrodabolh.blogspot.com

Glauco Damasceno disse...

A vergonha alheia nunca vai deixar de existir hahahahahaha!

Grande abraço!

Share