16 de ago de 2014

As Tartarugas Ninja, de Jonathan Liebesman




Depois de anos sem um filme em live-action, as famosas Tartarugas Ninjas retornam às telonas, substituindo os animatrônicos das adaptações anteriores pelo CGI. Quando foi anunciado um novo filme sobre as tartarugas mutantes, muita gente se animou com a ideia, mas ao saber que a direção seria de Jonathan Liebesman (diretor de Fúria de Titãs 2 e Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles), alguns temores surgiram, e quando foi confirmada a produção de Michael Bay, aí que os temores aumentaram, visto que o longa poderia facilmente se tornar uma produção genérica e repleta de explosões sem sentindo e com uma narrativa rasa sem explorar os personagens. 

Sei que vão dizer que estou pegando no pé de Michael Bay e até mesmo de Jonathan Liebesman, entretanto, justifico dizendo que não é impossível fazer um filme de ação/ficção com um bom argumento, bom roteiro e empatia; é só repararmos nos recentes Guardiões da Galáxia e Planeta dos Macacos: O Confronto, ambos resenhados e elogiados aqui no Pop de Botequim, que conseguem com boa condução entreter, prender e emocionar os telespectadores. 

Dito isto, vamos ao que interessa. No filme somos apresentados a April O’Neil (Megan Fox), uma jornalista que almeja um furo de reportagem que alavancará sua carreira. Disposta a conseguir seu objetivo, April começa a investigar uma série de crimes e, numa de suas investidas, a jovem é resgatada por um quarteto misterioso. Ao levar esta situação para a sua chefe, Whoopi Goldberg (numa participação pequena, porém valiosa), é humilhada diante dos colegas, afinal, convenhamos, alegar que quatro criaturas promoveram a má condução de uma ação criminosa através de fotos do celular pessoal beira a ausência de sanidade. Como já conhecemos o roteiro dos filmes deste quilate, April precisará provar a sua tese e vai conhecer as criaturas que agem às escondidas, assim como o Homem-Aranha e outros super-heróis.



Entretanto, o relacionamento de April com as tartarugas soa de maneira forçada e acaba não criando empatia com o público. A verdade é que Megan Fox não ajuda muito com sua atuação, o que acaba por dar esse ar de atuação mecânica. E, embora eu goste muito de Megan Fox há tempos, não posso mentir e tenho de dizer que sua atuação não é das melhores.

Quanto ao antagonista Destruidor, que mais parece uma fusão de Darth Vader com um Transformer, é vivido por William Fichtner, que nos entrega um personagem que não tem apelo; simplesmente esta lá para rivalizar com as tartarugas.

Mas não posso só criticar negativamente o filme. Como ponto a favor, temos as belíssimas cenas de ação e efeitos especiais, e também a forma de relação entre Raphael, Michelangelo, Donatello e Leonardo. Mas, infelizmente, o filme não pode girar apenas em torno de lutas, explosões e por ai vai. Realmente faltou um roteiro consistente e um desenvolvimento melhor dos personagens, tais como suas motivações por trás de suas ações. 

Portanto, concluo que para os saudosistas o filme será terrível, sendo mais voltado a agradar um público mais novo, já consolidado pelos desnecessários trabalhos anteriores de Michael Bay.

Leia Também:

Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
FacebookTwitter

1 comentários:

vitor disse...

Se fuder esse filme é show!
seu viado -'-

Share