6 de ago de 2014

#BaúPop: Fica Comigo




Em 1999 eu ainda era um adolescente. Minhas preocupações na época eram o final do ensino médio, o vestibular, se um dia eu ainda iria namorar. Pensando em retrospecto, dá até uma pontadinha de saudade de um tempo que não volta mais e que, certamente, foi responsável por me fazer como sou. Nessa época, em especial, eu já adorava filmes, principalmente os adolescentes que, apesar de se focarem no universo americano, falavam muitas vezes diretamente comigo. É o caso de Fica Comigo (Drive Me Crazy, no original) que revi dias atrás e me inspirou a escrever a coluna de hoje.

Estrelado pelos jovens Melissa Joan Hart e Adrian Grenier, o filme é focado nos vizinhos Nicole e Chase. Ela, uma patricinha, se vê obrigada a arranjar um outro acompanhante para o baile de formatura quando o seu primeiro escolhido se apaixona de uma hora para outra. Ele, um rebelde sem causa, toma um fora da namorada e sofre de dor de cotovelo. Outrora amigos, mas separados pelo high school, eles decidem se juntar e fingem ser um casal para provocar ciúmes em seus respectivos ex-parceiros. Alguém pode adivinhar o que acontece a seguir?

Previsível como toda comédia romântica adolescente, Fica Comigo consegue ser charmoso e divertido. Os personagens, clichês até o último fio de cabelo, são irresistíveis e você se pega, mesmo sem querer, torcendo para que tudo dê certo para ambos, apesar deles próprios ainda não saberem exatamente o que querem.


Além disso, o elenco conta ainda com bons personagens secundários, interpretados por nomes como Ali Larter, Gabriel Carpenter, Mark Webber e Lee Frederick Holmes, por exemplo. Mesmo vivendo os papéis de amigos dos protagonistas, os personagens tem bons momentos no longa que é, certamente, deliciosamente divertido.

Com uma direção segura de John Schultz, e um roteiro bobinho e delicioso de Todd Strasser e Rob Thomas (antes de Veronica Mars, vejam só!), Fica Comigo consegue falar com o seu público (o adolescente) mas entretendo também os mais adultos (como eu), seja por fazê-los lembrar de sua própria adolescência, ou por tocar diretamente na memória afetiva de quem curtiu o longa (ou semelhantes) em outra época.

Um fato curioso e interessante sobre o longa é a escolha de Drive Me Crazy para batizá-lo no título em inglês. Originalmente, o filme se chamaria Next To You, mas, visando capitalizar em cima do êxito do primeiro single de sua trilha sonora, a música (You Drive Me) Crazy, de Britney Spears, o longa foi rebatizado e ganhou o nome definitivo. Tanto é que o clipe de Britney (que você pode conferir abaixo, na íntegra) é praticamente um trailer do longa, contando com cenas do filme e outras de Britney ao lado dos protagonistas da história.



Fica Comigo, no fim das contas, não inova em nada no gênero como filme, mas é a típica diversão descompromissada e agradável, daqueles que cumprem exatamente o que se espera dele. É um filme pipoca para ser curtido num fim de semana chuvoso (como eu fiz recentemente) e que, certamente, lhe trará boas lembranças sobre a sua própria adolescência.

Se quiser curtir, aproveite: Fica Comigo está disponível no catálogo do Netflix.

Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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1 comentários:

O Menino que Voa disse...

Tenho saudades da Melissa Joan Hart quando ela era a bruxinha Sabrina. Vai ser bom vê-la em outro papel, ainda mais num estilo de filme que sempre foi meu preferido: teen americano. Acho que tem a ver um pouco com meu recalque de não ter feito high school porque mamãe tinha medo que eu não voltasse. Vou ver. Valeu a dica.

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