14 de ago de 2014

#DocPop: Alfred Hitchcock, o Mestre do Suspense



Se estivesse vivo hoje, Alfred Hitchcock, o mestre dos suspense, teria completado 115 anos nessa semana, no último dia 13 de agosto. Deixou um acervo inigualável e incalculável, possuindo uma legião de fãs em todo o mundo. Seus filmes até hoje levantam questionamentos; seu poder de persuasão e sua capacidade de fazer com que as pessoas sentissem os mais diferentes tipos de sentimento ao longo da projeção, fez suscitar as mais diversas teses.

Alfred Hitchcock nasceu em Londres, no bairro pobre de Leytonstone. Seu pai vendia frutas e verduras e era um homem autoritário, o que acabou despertando no diretor a ideia de transgressão, muito comum em seus filmes. Pouco se sabe sobre sua mãe, o que levanta a ideia de que deveria ter sido uma mulher ausente na vida do mestre. Na escola, Alfred era um aluno aplicado e se saiu bem em inglês, latim, francês e educação religiosa. Entretanto, também possuía um lado bem brincalhão. Alfred Hitchcock dizia que lembrava o período na escola jesuíta com sofrimento, mas que influenciara muito o seu trabalho no cinema.

Ao deixar a escola, começou a estudar engenharia e desenho, e descobriu o gosto pela sétima arte neste período, frequentando as diversas salas de projeção de Londres. Com o falecimento do pai, sua vida mudou drasticamente e ele começou a trabalhar em uma empresa, num ofício que não gostava nem um pouco: ele tinha que revisar e calcular o tamanho dos cabos elétricos e suas tensões. Entretanto, ele acabou deixando esta tarefa e passou a trabalhar no departamento de publicidade da empresa. Ali pode desenvolver seu lado artístico.


Quando soube que uma empresa de cinema americana, a Famous Players-Lasky Company, iria criar um estúdio em Londres, ele foi tentar uma vaga. No começo, fazia letreiros para os filmes mudos, depois começou a fazer cenários e criar alguns diálogos. Foi ali que ele aprendeu as primeiras técnicas de filmagem e não demorou muito para que começasse a dirigir. Foi nesta época também que ele conheceu a grande incentivadora do seu trabalho, Alma Reville, que tornou-se sua esposa anos depois. Alma era roteirista e editora e contribuiu muito nos filmes do grande mestre.

Durante os anos 30, Alfred dirigiu a primeira versão de O Homem que Sabia Demais e também alcançou grande êxito com Os 39 Degraus e A Dama Oculta. Não demorou muito para que o sucesso chegasse até os Estados Unidos e ele fosse convidado para dirigir Rebecca, por David O. Selznick, o mesmo produtor por trás de ...E o Vento Levou.

Após o sucesso de Rebecca, que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar, o diretor fincou o pés em Hollywood e realizou verdadeiras obras primas, entre elas: Quando Fala o Coração, Festim Diabólico, Pacto Sinistro, Disque M para Matar, Janela Indiscreta, Ladrão de Casaca, O Terceiro Tiro, O Homem que Sabia Demais, Um Corpo que Cai, Intriga Internacional, Psicose, Os Pássaros e Marnie. Acabou indicado aos Oscar seis vezes, mas nunca levou a estatueta para casa; recebeu um prêmio da Academia pelo conjunto da obra.


Para a televisão, apresentou Alfred Hitchock Presents e Alfred Hitchcock Hour, chegando a dirigir alguns episódios.

Em seus filmes, era muito comum o mito da mulher fatal, loira e um tanto fria; e a identidade do assassino era revelada desde o começo, porque para ele o suspense devia alcançar o público. O diretor costumava fazer também rápidas e divertidas aparições em seus longas, fato que se tornou famoso e o público adorava a brincadeira de procurar o mestre nos filmes, coisa que ele fazia logo no começo destes para não distrair o espectador da história a ser contada.

Alfred Hitchcock nos deixou em 29 de Abril de 1980, mas seu legado continua vivo e inspirando muitos outros artistas, graças às devidas invenções técnicas e ousadas que ele aprimorou ao longo do tempo e que surpreendem até hoje.

E se você, como nós do Pop de Botequim, é fã do mestre do suspense ou simplesmente quer saber um pouco mais sobre ele, leia também o nosso Pop 5ive: Os Melhores Suspenses de Alfred Hitchcock. Uma coisa é certa: os gênios merecem sempre ser apreciados, seja em qual época for!

Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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