8 de ago de 2014

Guardiões da Galáxia, de James Gunn




Na última semana estreou nos cinemas brasileiros mais um filme da Marvel Studios, Guardiões da Galáxia (Guardian of the Galaxy, no original), aumentando ainda mais a participação da Marvel no mundo cinematográfico. A aposta da Marvel foi ousada, uma vez que os Guardiões da Galáxia nunca desfrutaram de prestígio sequer próximo a outras HQs como Quarteto Fantástico, Vingadores ou X-Men, entre outros grandes nomes do universo Marvel.

Porém, o lançamento veio em boa hora. Visto que hoje a empresa já esta estruturada e a cada anúncio de um novo filme dos Studios, os seus milhares de fãs ficam histéricos, por que não arriscar com o lançamento de personagens menos conhecidos?

A tática foi simples, somadora e inteligente. Precisavam explorar o espaço e outras culturas alienígenas, e também um pouco do lado cibernético (já que Os Vingadores 2 mexerá com o assunto); apresentar as chamadas Joias do Infinito e o vilão Thanos (provavelmente o grande inimigo por trás de tudo); e, ainda por cima, alocar a história num escopo de maior dimensão, que não apenas a Terra e Asgard, mas em amplitude sideral. 

O filme mantém o estilo próprio que a Marvel já construiu pra si, é divertido, repleto de ação e personagens carismáticos, cada um a sua maneira. No filme, a equipe reúne-se inadvertidamente; um precisa do outro pelos motivos mais mesquinhos possíveis. Mas não demora para que essa coleção de indivíduos comece a operar como um time, especialmente quando percebem que a segurança de seu pedaço no universo está ameaçada por um vilão terrível, Ronan - O Acusador, que deseja devastar o planeta Xandar, lar da força espacial da Tropa Nova. 

O filme segue uma fórmula e é muito parecido com algo que já tinha visto anteriormente. Peter Quill (Chris Pratt) seria o malandro largado e mulherengo, que tinha grande coração e uma velha nave como companheira; Gamora (Zoe Saldana), uma princesa durona que teria renegado seu posto para lutar por um bem maior; Rocket Racoon (Bradley Cooper), um guaxinim ranzinza e falastrão que é amigo de Groot, a árvore humanoide (Vin Diesel) que só era entendida por este; por fim, o grandalhão Drax, o Destruidor (Dave Bautista), que, apesar de querer justiça e ser emotivo, tem o pavio muito curto.

Agora é apenas somar as vias aos fatos. Quill roubou uma relíquia e está sendo perseguido pelos Caçadores de Recompensa de toda galáxia… Galáxia? Muito distante? STAR WARS, É CLARO! Quill é o Han Solo, Gamora, a Leia, Rocket, o C3PO, Groot, o R2D2 e Drax, o eterno Chewbacca. O vilão Ronan (Lee Pace) uma espécie de Darth Vader, e Thanos (Josh Brolin), por assim, o Imperador. Sim, é semelhante, mas longe de ser uma imitação. Simplesmente, eles seguem uma fórmula que deu muito certo. 

Ronan funciona como um antagonista típico, conhecido, o que só exalta ainda mais as ações descontroladas da equipe, que atua completamente à parte das expectativas do público. Espectadores estes que, entre nomes esquisitos e peles coloridas alienígenas, têm na figura de Peter Quill, o único humano em tela, seu ponto de apoio. É ele quem canta e dança hits dos anos 80 e cita filmes de 20 anos atrás, época em que foi abduzido e levado ao espaço. Em contrapartida, os fãs dos quadrinhos - ainda que tenham que aceitar mudanças expressivas nas origens de personagens como Quill, por exemplo - têm um sem-fim de referências escondidas e escancaradas pra buscar. 

A ligação com o universo estabelecido nos cinemas pode ser tangencial, mas existe. E deve ser muito aprofundada a seguir. Com um final emocionante, fortes doses de humor e muita aventura, além de possuir batalhas épicas e empolgantes, do ponto vista visual e coreográfico, Guardiões da Galáxia já é um dos maiores acertos da Marvel, no que se refere a esse mundo quadrinistico-cinematográfico já estabelecido. Se no início capengaram com Homem de Ferro 3 e Thor: O Mundo Sombrio, como citaram as más línguas, os últimos longas da chamada Fase 2 foram completamente eficientes e preparam bem o terreno para o próximo grande evento chamado A Era de Ultron

Então não perca tempo, levante e vá ao cinema mais próximo, pois vale muito, mas muito a pena mesmo assistir Guardiões da Galáxia.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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1 comentários:

O Menino que Voa disse...

Eu sou meio bobalhão para cinema, principalmente quando se refere a super heróis. Tem final feliz, alívio cômico, beijo de roliúde e homens gostosos, eu vejo. Mas Guardiões da Galáxia foi uma grata supresa para mim. Decenauta de carteirinha, sequer sabia que era filme baseado em quadrinhos. Chris Pratt sem camisa já vale o ingresso, mas a história é engraçadíssima, a trilha sonora é maravilhosamente perfeita e as referências nerd são um espetáculo à parte. Quero ver de novo, já que precisei ver em 3D porque na minha cidade não veio 2D.

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