4 de set de 2014

Deus Não Está Morto, de Harold Cronk




Antes de escrever essa crítica, preciso esclarecer uma coisa: não sou nenhum religioso fanático, menos ainda dono da razão; o que vou expressar aqui é uma análise crítica de um filme. 

Assim sendo, como todos sabem, existem três coisas que não devem ser discutidas: futebol, política e religião. Entretanto, creio que a discussão sobre a religião é o ponto central do filme Deus Não Está Morto, que está em cartaz nos cinemas brasileiros e também via streaming no Netflix.

O filme nos mostra uma discussão existencial sobre Deus, na qual um calouro trava uma batalha contra seu professor de filosofia, praticamente uma cruzada como houve há milhares de anos. 

A proposta do filme não é ruim, entretanto, sua argumentação se torna fraca com o decorrer do longa, visto que o roteiro é tendencioso. Afirmo isso por um simples motivo: somos apresentados a diversos personagens secundários, que tem sua fé em outra religião que não é a cristã evangélica e, por incrível que pareça, estes personagens são caracterizados como "ruins, maldosos, desalmados, prepotentes e por aí vai"; em contrapartida, os cristãos são retratados como opostos à essas características. 


Entendo que exista o bem e o mal, o bom e o ruim, e isso em todas a civilizações, todas sociedades e todas às crenças. Logo, a argumentação do filme perde seu foco se tornando uma mera propaganda de uma determinada religião.

Achei a proposta interessante, porém sua execução foi fraca. O roteiro podia ser mais elaborado em tratar da existência de Deus, não um único Deus superior a todos, no sentido que as outras religiões estão erradas. Sou cristão e, no meu entender, existe um grande Deus, que não faz distinção de religião; ao me ver, o que difere uma religião da outra são suas doutrinas e dogmas. 

Por fim, o longa serve para abrir a discussão religiosa existencial de Deus versus ciência, a criação do universo e, de uma forma manipuladora, servir como propaganda mais que explícita de um religião superior às demais.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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10 comentários:

Poster disse...

Tudo o que você falou aí que não se discute, pra se discute sim.
Pois na minha opinião, na vida, não existe nada que escape a uma discussão e crítica. Apesar de eu respeita a opção religiosa de cada um, e não seguir nenhuma. Mas tendo minha religiosidade em particular.
Quanto ao filme, talvez eu veja para conferir a que ponto de apoio a tal religião, a obra chega!

JOAO CORO disse...

Assisti o filme antes de estar nos cinemas brasileiros, e o titulo descartável, cai totalmente inapropriado a esse filmes, sou católico e vejo esse filme realmente contando uma história e não julgando religiões. è justo que poderia ser melhor, mas me diz aí, qual filme uma so pessoa diz "esta perfeito!" não existe, pois cada um tem o sua crítica..

Jelder Lima disse...

Vi o filme e concordo com sua opinião, quem não crê em Deus é bandido e quem crê é mocinho. A proposta do filme até que é boa mas se perdeu uma chance de usar um tema polêmico e fazer um bom filme.

Daniela Romeu disse...

O filme mostra uma história de várias histórias que existem no mundo. Houve apenas um foco nesse caso.
Como cristãos que todos se intitulam, seria ideal que não criticassem algo que um cristão fez, porque isso dá mais brecha ainda para que o evangelho seja difamado. Falar mal de algo relacionado a Deus é coisa de pessoas que não acreditam Nele, é coisa de pessoas que seguem outros deuses. Todos nós sabemos de todas as coisas erradas que acontecem no meio cristão, mas isso é dito claramente na bíblia (os falsos profetas). Cabe a nós sermos diferentes e frear um pouquinho a língua e parar de falar dos outros e falar apenas de Deus. Isso se chama sabedoria.

Marcelo Barganha disse...

Essa Daniela Romeu comeu bosta para digitar tanta merda?

Leandro Savordelli disse...

Sinto muito, Daniela Romeu, mas sabedoria vem de conhecimento, observação e estudo. Abaixar a cabeça sem questionar o que te falaram, aceitar sem provas e tomar como verdade algo só porque quem veio antes de você disse que é assim e pronto é justamente o contrário de sabedoria, com todo respeito a você e sua religião, seja ela qual for, por favor não ignore os fatos, e se possível vá buscar suas próprias respostas. Acredito que você será muito mais feliz. E livre.

Raphael Amorim disse...

Eu gostei muito do filme, mas cada um tem sua opinião.

Daniela Romeu disse...

Leandro não é aceitar sem questionar. E sim respeitar.
Quem sabe exatamente o que o criador do filme quis dizer a não ser ele mesmo?
Não dependo de religião... essa com certeza não é a minha base. Sou livre e feliz... o ponto de vista que apresentei foi apenas justamente ao contrário que o Marcelo Barganha fez. Eu sugiro apenas respeitar.
Quando a você Marcelo Barganha, sua resposta não passa de uma frase de alguém sem nenhum conhecimento ou sabedoria, não serve de nada.

Mateus Vinicius Alcantara disse...

Assisti o filme e de 1 a 10 dou nota 7 no principio é bom mas depois ambos argumentos perdem força tanto a argumento do cristão quanto os do ateu.

João Victor disse...

Acho que a crítica fica a rigor da capacidade de entendimento da mensagem do filme, que na minha opinião utilizou uma linguagem muito fácil de ser entendida. Quem já leu Nietzsche e estuda a bíblia vai entender. O filme é uma resposta clara ao filólogo que tenta desconstruir Deus através de argumentos científicos atribuídos às necessidades e instintos humanos. A Palavra diz Vós homens sabeis da leis do homem, mas não as leis de Deus. A mensagem do filme é essa, e foi passada com mérito... Mostrar que tudo tem um propósito. Não há espírito livre, e sim o Espírito Santo.

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