2 de set de 2014

Magia ao Luar, de Woody Allen




Magia ao Luar (Magic in the Moonlight, no original) é mais um filme bonitinho de Woody Allen. Tem gente que morre de amores pelo diretor e o superestima (o que não é meu caso), mas apesar de não ser um ótimo filme como Meia-Noite em Paris (2011) Match Point (2005)dois dos filmes dele dos quais eu mais gostei, esse novo longa tem uma história bem agradável de se acompanhar.

Woody Allen (que do alto de seus 78 anos é um dos diretores de maior atividade em Hollywood, produzindo um filme por ano, desde 1975, onde não só dirige, mas também roteiriza) tem uma habilidade toda especial e peculiar em traduzir os anseios e questionamentos humanos, em seus mais de 40 filmes. E por mais espinhosos que sejam seus temas, como em Match Point, ele nunca pesa a mão. Seus filmes são leves e nos fazem refletir de forma tranquila e fria, sem muita angústia.


Em seu novo Magia ao Luar, Allen está especialmente romântico. Ambientando sua história na Riviera francesa dos anos 20, ele deixa de lado as homenagens às cidades europeias, como fez em Match Point (Londres), Vicky Cristina Barcelona, Meia-Noite em Paris e Para Roma Com Amor e nos apresenta um filme de belíssima fotografia que narra o amor que nasce entre Stanley e Sophie. Ele, um talentoso e respeitado ilusionista, conhecido pelo codinome Wei Ling Soo, solicitado por um amigo a desmascará-la, uma jovem que se diz médium.

Completamente cético em relação aos poderes da moça, Stanley faz de tudo para provar à família rica do namorado apaixonado de Sophie, que ela não passa de uma charlatã, ficando atento para desvendar todos os seus truques. Porém, Sophie é quem acaba convencendo Stanley de seus poderes e, deixando o ceticismo e a arrogância de lado, ele acaba se rendendo ao poder da real magia que a doce Sophie lhe apresenta.

Fascinado pelos dons da moça, Stanley decide torná-la conhecida mundialmente e a apadrinha no mundo da mágica. Mas depois de conseguir fazê-lo acreditar em algo maior do que apenas aquilo que podemos tocar, a própria Sophie terá de escolher entre a magia do amor entre eles e o luxo e o conforto de uma vida de riqueza ao lado do namorado.


O humor de Woody Allen está presente de forma delicada e deliciosa no longa, que conta com toda graciosidade de Emma Stone e o sempre charmoso com cara de carente Colin Firth que, apesar da diferença de idade, formam um par bem lindinho.

Magia ao Luar vale o ingresso e, se eu não tivesse ido ao cinema com o intuito de assistir Lucy, o novo filme de ação e ficção científica de Scarllet Johanson (uma das queridinhas de Woody Allen), teria gostado bem mais. Acho que a vontade de ver um filme mais movimentado turvou um pouco minha percepção dessa história fofinha e despretensiosa, mas se você estiver com o espírito romântico e divertido, não perca.

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Leandro Faria  
Esdras Bailone: leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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