9 de set de 2014

Pop Séries: A Justiceira




Há tempos que eu queria escrever sobre A Justiceira nessa coluna. Agora, que o seriado policial com Malu Mader e exibido pela Rede Globo em 1997, reestreará no canal VIVA, durante esse mês de setembro (a partir do dia 23, toda terça-feira, as 23h10), encontrei o momento oportuno para relembrar a ótima obra de Daniel Filho, estrelada por uma das mais carismáticas atrizes da nossa televisão.

A Justiceira foi originalmente ao ar há 17 anos, entre os meses de abril e julho, todas às noites de quarta-feira. Contava a história de Diana (Malu Mader), policial que após matar acidentalmente seu parceiro durante uma ação, entrega seu distintivo, sentindo-se culpada. Cinco anos depois, Diana abandona o marido Jamil (Edson Celulari) por ele ser toxicomaníaco, e descobre que, em dívida com uma quadrilha de traficantes, ele entregou o filho do casal, o pequeno Pedro, como pagamento.

Desesperada e disposta a tudo para recuperar seu filho e colocar os bandidos atrás das grades, Diana aceita trabalhar para uma organização secreta de combate ao crime, em troca desta localizar e resgatar Pedro. Tal organização é chefiada por Augusta (Nívea Maria) e conta também com Marlene (Daniele Winits), Beto (Leonardo Brício), Paco (Anselmo Vasconcelos) e Diego (Lui Mendes) como membros.

Embora o foco de Diana fosse pôr as mãos nos sequestradores de seu filho e recuperar o menino, a cada episódio ela tinha um caso diferente para resolver. Crimes e homicídios de todos os tipos caíam em seu colo para serem solucionados, e lá ia ela armada, linda e implacável detonar a bandidagem.


Para o papel, quando estava no auge de sua beleza, Malu teve aulas de artes marciais e tiro. Era delicioso vê-la em ação, em cenas de luta e tiroteio com os mais perigosos bandidos (mesmo a crítica classificando o seriado, na época, como "muito violento"). Diana era poderosa, tal e qual a caçadora.

Prevista para ter 32 episódios, A Justiceira encerrou sua primeira e única temporada com apenas 12 episódios (o que a deixou bem enxuta), devido a segunda gravidez de sua protagonista. Malu Mader ficou grávida de Antônio durante as gravações e a equipe de Daniel Filho teve que abortar o projeto em mais da metade. Com ares de seriado americano e filmada em película de cinema, a produção foi caprichada, pois contava com uma equipe que prestava serviços à Hollywood. Com todo esse esmero A Justiceira foi um marco da teledramaturgia Global dos anos 90 e, quando chegou ao fim, deixou um gostinho de quero mais.

Mas agora os saudosos de plantão poderão rever em breve esta história de amor e ação de uma mãe leoa em busca de justiça. Eu não vou perder.

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Leandro Faria  
Esdras Bailone: leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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