20 de set de 2014

Primeiras Impressões: Dupla Identidade



Com uma divulgação pesada, estreou na última sexta-feira na Globo, a série Dupla Identidade. Escrita por Glória Perez, a trama traz a história do advogado e serial killer Edu, que promete dar muito trabalho à Polícia com cruéis assassinatos de mulheres e toda uma simbologia deixada na cena do crime, sem pistas nem vestígios de sua identidade.

Para os amantes de CSI, Law & Order, NCIS, Criminal Minds e outros seriados policiais americanos, a trama é um prato cheio, principalmente por se tratar de uma produção brasileira e, em seu primeiro episódio, mostrar tanta qualidade nos quesitos mais avaliados.


O psicopata Edu, que é muito bem interpretado por Bruno Gagliasso, não surpreende o público, já que sua ótima atuação se tornou uma marca registrada em consequência de seus últimos trabalhos no cinema e na TV. Em contrapartida, Luana Piovanni, que estava meio sumida da emissora desde Guerra dos Sexos, tenta, sem muito sucesso, dar vida à investigadora forense Vera, que voltou de uma temporada nos Estados Unidos após um curso no FBI e possui uma personalidade fortíssima, o que irrita o policial Dias, vivido por Marcelo Novaes, que está mais interessado em alavancar sua carreira através dos seus contatos na Política.

Além do triângulo essencial, formado por esses três personagens, também fomos apresentados à Ray, uma produtora de moda falida, que tem uma filha pequena para criar e, com poucos minutos de conversa, se apaixona por ninguém menos que o serial killer Edu.

Aos poucos, somos introduzidos à rede que liga os personagens entre si. Edu trabalha para o senador Otto, que por sua vez é amante de uma das garotas assassinadas por ele, que era modelo e prestava serviços para a produtora Ray. 


Até que esse novelo seja completamente desenrolado, temos muitos episódios pela frente e, com base no que assisti ontem, Glória Perez, que se inspirou em Ted Bundy, um dos maiores seriais killers da história, tenta se sobressair das demais séries lançadas pelo Globo e, ao mesmo tempo, usar a fórmula de sucesso dos seriados americanos. A dúvida que fica é: o desfecho dessa história será bom como os que já conhecemos ou seremos decepcionados no decorrer do desenvolvimento?

Nos resta apenas esperar pelos próximos doze episódios que ainda serão lançados. Mas, se você perdeu a estreia de ontem, o meu conselho é que dê uma chance à Dupla Identidade, já que além do suspense fascinante, fomos surpreendidos pela melhor fotografia já utilizada pela emissora, uma trilha sonora que dá todo um ar de violência ao personagem e uma abertura que é contraste de luz e sombra e, apesar de ter um momento idêntico à abertura do seriado Dexter, deu um show de inovação e tecnologia.

Por isso, permita-se e delicie-se com Dupla Identidade. Foi um primeiro episódio digno de nossos elogios aqui no Pop de Botequim!


Ariadny Theodoro  
Ariadny Theodoro,incansavelmente bipolar e a primeira mulher da trupe do PdB. Apaixonada por literatura, séries de televisão, teatro e fotografia digital, escreve por necessidade de manifestar suas diversas paixões, nem sempre compreendidas pelos demais. Escreve sobre tudo - o bom e o ruim! Afinal, alguém tem de ter a difícil tarefa de alertar ao mundo que nem tudo é sempre bom!
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2 comentários:

RaFa . disse...

Ótima resenha. Só discordo no ponto da Luana, Achei ela ótima em cena e espero que se dê muito bem.
Agora sobre o Bruno, esse dispensa elogios.
Pelo menos pra série a Glória é ótima. Vide Hilda Furacão e Amazônia.

Ariadny Theodoro disse...

Po Rafa, achei a personagem bem forçada e, poderia ter sido bem melhor. A Vera é uma mistura das duronas de CSI e Law & Order, não vem com nada novo e isso me decepcionou um pouco. Mas, espero estar enganada, quem sabe ela se desenvolva nos próximos episódios..

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