15 de out de 2014

Primeiras Impressões: American Horror Story - Freak Show





Chegando ao seu quarto ano, American Horror Story tem a seu favor o frescor. Mesmo sendo uma série conhecida do público, o fato de contar uma história em si, com início, meio e fim a cada temporada, mantém o interesse do telespectador, que volta ano a ano para acompanhar as loucas tramas criadas pelas mentes insanas de Ryan Murphy e Brad Falchuk. E a quebra de recordes de audiência da estreia de Freak Show (foram 10 milhões de telespectadores no piloto), apenas comprova que a fórmula tem dado mais do que certo.

Entretanto (e sempre há um entretanto), tenho de ser sincero: o episódio não me empolgou. Mas sei que isso pode mudar com o decorrer da trama desse ano, que tem tudo para agradar com o passar dos capítulos. E, convenhamos, eu sou crítico e sempre espero o melhor da série. Afinal, com Murder House tínhamos a novidade; com Asylum entramos em uma trama psicológica conturbadíssima; Coven nos deu diversão adolescente da melhor qualidade. É claro que eu esperava muito de Freak Show, principalmente pelo tema escolhido para a quarta temporada da série.

A história não é ruim. Afinal, acompanhar os loucos personagens que vivem em um circo de aberrações em uma pequena cidade dos EUA não pode ser ruim nunca. E há de tudo no circo orquestrado por Elsa Mars, personagem da mais uma vez magnífica Jessica Lange. Mulher Barbada, uma mulher minúscula e outra gigante, deformidades genéticas e, pasmem, até mesmo gêmeas siamesas. Tudo isso como atrações de um verdadeiro circo dos horrores, onde o diferente é a atração principal.


Dona de uma circo dos horrores decadente, a alemã Elsa Mars vive de recrutar seres bizarros para o seu show. Hostilizada pela população local, vê nas gêmeas siamesas Betty e Dot um novo fôlego para seu negócio que tem por objetivo apenas fazê-la sentir-se uma diva que nunca foi. Mas, nem tudo é simples (como poderia ser?) em American Horror Story. Além dos freaks do circo de Elsa, temos ainda um palhaço assassino à solta nas redondezas e um rastro de sangue e sequestros rondando os personagens.

Contando mais um vez com nomes conhecidos das outras temporadas da série, Jessica Lange não brilha sozinha em Freak Show. Vivendo a bizarra Mulher Barbada, Kathy Bates volta à AHS, prometendo surpreender mais uma vez. Como as gêmeas siamesas Betty e Dot, Sara Pulson tem, certamente, o seu melhor papel em quatro temporadas. Fora as participações sempre esperadas de Evan Peters (como o bizarro personagem de mãos mal formadas que são usadas para... agradar sexualmente à mulheres!), Frances Conroy (como uma mãe dedicada de um louco entediado) e Emma Roberts.

Com um primeiro episódio meio morno (eu tive sono em alguns momentos, não me julguem), mas com uma trama que promete bastante emoção e acontecimentos bizarros, Freak Show merece a atenção e, pelo menos por enquanto, ainda continua fazendo parte das séries que assisto com regularidade. 

A propósito: o terror não pode parar! Com a quebra de recordes de audiência do primeiro episódio desse quarto ano, American Horror Story foi renovada para uma quinta temporada em 2015. 

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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