31 de out de 2014

Primeiras Impressões: Constantine




Confesso que aguardava muito a estreia do novo seriado da NBC, Constantine, mais por conta do filme homônimo de 2005, que era estrelado por Keanu Reeves e retratava a trajetória do anti-herói (e, admito, sempre esperei uma continuação do filme que nunca veio). Por isso, me restou a expectativa para o seriado. 

Obviamente, seria muito difícil termos um seriado estrelado por Keanu Reeves, então o papel do “Mestre do Ocultismo” coube a Matt Ryan, que entrega um personagem caricato, diferente do ar mais serio e irônico apresentado no longa. Aqui temos um Constantine que se vale de humor negro para aliviar as tensões, é arrogante, pretensioso e se esconde na capa de um homem durão e frio, embora fique claro neste piloto que ele é mais emotivo do que gostaria, ou sentimental a seu modo. 

Constantine é baseado na HQ criada por Alan Moore e também é da DC Comics, ou seja, mais uma série que vem pra acirrar a disputa com a Marvel. Aos que desconhecem o universo do personagem, vou tentar resumir para o entendimento de todos: John Constantine é um mago ocultista, que luta para manter o equilíbrio na terra; claro que ele não é um herói típico, e sua luta também é movida por sua busca de redenção, visto que John já foi condenado ao inferno assim que morrer. 


Neste piloto apresentado pela NBC, ficam claras algumas das motivações de John. Primeiro ele se sente culpado pela condenação de um criança a qual não pôde salvar e a mesma esta fardada a passar a eternidade no inferno, e podemos observar que isso abalou muito o protagonista no decorrer da série. A outra motivação já foi mencionada, e é sua busca por redenção e, mais profundamente, John busca encontrar a mãe que morreu em seu parto. 

Não darei mais detalhes específicos da série para não gerar muitos spoilers. Basta saber que neste primeiro episódio tivemos boas cenas de ação e com bons efeitos especiais, algumas cenas me lembraram um pouco de Supernatural


Gostei do ritmo do episódio, apenas senti falta de aprofundamento em alguns personagens, e também acho que apresentação do universo de Constantine ficou muito raso. Aqueles que não tiveram algum contato com o filme de 2005 ou com as HQ, podem não se identificar com as nuances do personagem. 

Por fim, creio que a série tem muito potencial e se bem explorada pode render bons frutos para NBC e para os apreciadores deste novo/velho segmento de adaptações de HQ nas telas.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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1 comentários:

Alexandre Melo disse...

Estou tentando mas não engrena e cadê os cigarros? Ele fuma feito um desgraçado!!

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