10 de out de 2014

Primeiras Impressões: Forever



Eu confesso que sou fã de séries policiais. Adoro acompanhar, junto com as personagens principais, o desenrolar dos acontecimentos até a solução final e sou daqueles que adora ser surpreendido. A televisão americana (e agora a brasileira começa a se interessar bastante pelo assunto, vide O Caçador e Dupla Identidade) está repleta de séries assim para o meu deleite e de todos aqueles que gostam de ir atrás de um criminoso inteligente que não deixa pistas tão facilmente.

Portanto, minha ansiedade perante a estreia de Forever foi grande. Primeiro, porque gosto bastante do ator principal, o Senhor Fantástico, Ioan Gruffudd. Nascido no País de Gales, ele possui o inconfundível charme, elegância e sarcasmo britânicos. Não passa despercebido e, ao mesmo tempo, quando quer consegue ficar invisível, sem fazer-se notar; mas, quando quer a reação contrária, chama a atenção de todos para si.

E Ioan usa estas ferramentas para dar vida ao Dr. Henry Morgan, um médico legista que tem uma verdadeira paixão pelo que faz, uma curiosidade sobre a morte incomum e sabe rapidamente descrever qual ou quais motivos levaram alguém à morte. Acontece que Henry vive há 200 anos e não morre nunca. Quer dizer, ele até morre, mas sempre renasce (de um jeito engraçado, ele sempre acaba pelado no rio de Nova York). Os motivos que o tornaram imortal são mais ou menos desconhecidos. Ele levou um tiro enquanto defendia outra pessoa num navio no século 19 e foi arremessado no mar. Daí em diante é aquela coisa, sempre que morre, ele ressurge como uma fênix e, para seu desespero, é obrigado a ver as pessoas ao redor morrerem, como seu grande amor, por exemplo.


Por isto, ao longo de todo esse tempo, ele se viu errante, tentando descobrir o que o tornara tão especial, tentando entender a morte. Ele tem a ajuda de um grande amigo que conheceu ainda bebê, mas que com o passar do tempo envelhece e já não quer mais viver de galho em galho por aí, mas que sempre está preparado para resgatá-lo quando ele morre e vai parar peladão no rio. Até aí tudo bem, mas ele está na cidade que nunca dorme e determinados fatos o levam a conhecer a detetive Martinez. Uma mulher que anda um tanto safadinha depois do falecimento do marido. Lógico que surge uma tensão sexual entre eles, forçada, mas que não tira o brilho da série.

Ele a ajuda num caso e, a partir daí, em vários outros. Mas numa série policial que se preze, seu personagem principal não pode ser tão invencível assim. É necessário que ele possua um calcanhar de Aquiles e, no caso de Henry, este surge logo no primeiro episódio, quando descobre que não é único no mundo e que existe outro imortal como ele por aí, só que não tão bonzinho quanto. O pobre Henry começa a ser aterrorizado por este estranho que sabe mais sobre ele do que ele imaginava e, logo, precisa descobrir quem é o tal homem e, afinal, o que ele quer com ele.

Forever é uma série que merece mesmo um crédito. Não sei se vai conseguir atrair tantos telespectadores, porque a concorrência na TV americana é grande, porém, pelo que mostrou até agora, possui vários ganchos que prendem fácil o telespectador, mesmo que estes ganchos sejam clichês.

Anote a dica e programe-se: Forever merece a sua atenção! A série está em cartaz no Brasil pelo canal Warner, toda terça-feira, às 22:30.

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Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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