2 de nov de 2014

#DocPop: James Dean, a Breve Vida de Um Mito


A contracultura teve o seu auge nos anos 60. Porém, foi James Dean, nos anos 50, ao personificar a imagem do jovem rebelde e indomável, quem surgia e é considerado como o primeiro grande ícone deste movimento marginal. O ator americano, de carreira curtíssima - durou apenas 5 anos, teve seu apogeu justamente quando faleceu num acidente automobilístico e é até hoje lembrado e cultuado pela figura livre, por vezes angustiada, que representava. 

James Byron Dean recebeu da mãe o nome em homenagem ao poeta inglês Lord Byron. Ela faleceu quando Jimmy ainda era uma criança e ele foi morar com os tios numa fazenda. Ele se apaixonou pelo teatro ainda na escola e foi essa paixão pela arte que o fez querer se tornar um ator respeitado, indo parar no conceituado Actor's Studios de Lee Strasberg, em Nova York. Logo começou a fazer pequenas pontas no cinema e na TV. Ainda no inicio dos anos 50, brilhou na Broadway vencendo o Tony Awards de melhor ator pela peça O Imoralista, de André Gide, onde interpretava um homossexual.

É interessante observar que James Dean trabalhou muito mais na TV do que no cinema. Foram muitas participações em diversos programas, entretanto bastaram apenas três filmes para se tornar um astro.



EmVidas Amagas, de Elia Kazan, James Dean interpreta um jovem que compete com seu irmão pelo afeto do seu pai, ao mesmo tempo que precisa se relacionar com sua mãe distante, nas iminências de uma guerra mundial. O filme lhe rendeu excelentes críticas na época e sua primeira indicação ao Oscar, por sinal, a primeira indicação póstuma da Academia.

Logo em seguida, Dean brilhou em Juventude Transviada, com certeza, o seu filme mais famoso, onde imortalizou a imagem que tão bem conhecemos. No papel de um jovem rebelde, mas ao contrário do que seu título original diz, com motivos suficientes para isso, ele busca encontrar seu lugar no mundo, não se sente compreendido e, portanto, sua relação com os outros se torna complicada. A cena da disputa entre carros é uma das mais lembradas da história do cinema.

Em Assim Caminha a Humanidade, o jovem ator não apenas carrega o filme nas costas, mas tem a difícil missão de confrontar o mito Elizabeth Taylor. O roteiro descrevia o personagem de James Dean como sendo "um jovem violento, metade delinquente juvenil, metade gênio, que sonha em ficar milionário. Difícil, sempre irritado, inquieto, confuso e irresponsável com o charme do animal e magnetismo de um magnata". James conseguiu um bom desempenho, mesmo com o filme sendo inferior aos anteriores e recebeu sua segunda indicação póstuma ao Oscar.


Dizem que nos bastidores ele possuía uma extensa vida social. Sua paixão pela velocidade era notória, tanto que ao assinar contrato para realizar Vidas Amargas, teve que se comprometer em ficar distante dos carros. Se apaixonou perdidamente pela atriz Pier Angeli, mas a mãe desta não concordou com a união, deixando-o imensamente triste. Anos depois namorou Ursula Andress. Muitos biógrafos também dizem que o jovem levava para cama tanto mulheres quanto homens.

James Dean era tido como uma grande promessa em Hollywood. Apenas três filmes mostraram que ele poderia ter se tornado o que Marlon Brando (de quem por sinal era fã) conseguira. Porém, sua morte prematura lhe deu o status de mito.
E esse #DocPop eu deixo em memória do nosso querido amigo e colaborador do PdB, Wagner Pacheco, que se foi cedo demais, assim como James Dean, mas que sempre estará em nossos corações.
Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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