9 de nov de 2014

No Olho do Tornado, de Steven Quale




Eu adoro filmes-catástrofe. Sei lá porque, sempre curti ver uma desgraceira no cinema, observar personagens em situações limite e pensar: "putz, ainda bem que a vida real não é assim". Ok, sei que é uma grande estupidez (achar que a vida real não é assim), mas me consola acreditar que pessoas morrendo devido a novas eras glaciais ou asteróides destruindo a humanidade são coisas apenas do cinema - e que assim seja!

Entretanto, dentro do "gênero" filmes-catástrofe, existem aqueles longas que, apesar de maximizarem a vida real, poderiam muito bem ilustrar situações reais e de grande dificuldade. E No Olho do Tornado (Into the Storm, no original), do diretor Steven Quale, pode muito bem se enquadrar nesse rol.

Antes de mais nada, devo dizer que, para mim, Twister, de 1996, é para mim o filme definitivo sobre tornados. Nunca me esquecerei da cena das vacas voando (e mugindo) enquanto tudo era sugado para o olho de um dos tornados do longa. Assim, apesar de No Olho do Tornado não ser uma novidade no assunto para mim (e de ser eclipsado pelo filme de 1996), ele é também diversão descompromissada, que se vale de muitos efeitos especiais para contar sua história.

Aproveitando-se do gancho dado pela vida moderna, onde praticamente todo ser humano possui uma câmera para filmar o que quer que seja, o longa "brinca" com a possibilidade de múltiplas gravações, realizadas a todo o instante por seus personagens. Afinal, a história se passa em uma grande tempestade que chega numa cidade qualquer americana, exatamente durante uma formatura do ensino médio. Ou seja, além da câmera padrão do diretor, a todo hora podemos acompanhar a trama pelas lentes de qualquer um dos personagens do filme.


Formado por cientistas, caçadores de tempestade, e pessoas normais, os personagens de No Olho do Tornado, por querer ou apenas surpreendidos pela fúria da natureza, tem de lidar com a maior tempestade já vista na história, e com tornados múltiplos, que fazem a vida de todo mundo um inferno que parece não ter fim.

Dirigido por Steven Quale, o longa diverte e, beneficiado pelos efeitos visuais atuais, nos convence da loucura que é estar no meio da tempestade do milênio, incluindo aí, estar exatamente onde o nome do filme em português entrega de cara para os espectadores.

No Olho do Tornado certamente não irá mudar sua vida ou tornar-se inesquecível. Eu mesmo nem me lembro de ter visto o filme em cartaz em agosto/setembro desse ano; só fui assistir ao filme porque ele caiu de paraquedas (ou por meio de um tornado imaginário?) nas minhas mãos. Mas garanto que durante toda sua duração, ele vai cumprir o seu papel de entreter e divertir.

Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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2 comentários:

Samuell Aquino disse...

Nem consegui terminar de assistir o filme. No primeiro tornado que apareceu já achei tudo tosco e me faltou boa vontade pra assistir o resto. Vou tirar ele da lixeira depois de ler a tua resenha e dar uma outra chance.

Alexandre Melo disse...

Idem, vou dar outra chance...vai que...

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