20 de nov de 2014

Se Eu Ficar, de R.J. Cutler




A experiência de assistir a um filme baseado em livro depois de já conhecer a obra original é sempre interessante e um verdadeiro exercício. Afinal, apesar de saber que são obras e mídias diferentes, é impossível não comparar e ficar procurando semelhanças ou diferenças. Eu pelo menos faço isso desde sempre, apesar de tentar não ficar rotulando qual é melhor que o outro. 

Se Eu Ficar (If I Stay, no original), do diretor R.J. Cutler, é baseado no bestseller de Gayle Forman, por exemplo, é um bom trabalho cinematográfico que respeita bastante a obra original em que se baseia. E eu, que adorei o livro, fiquei bastante satisfeito também com sua versão para as telonas.

Estrelado por Chloë Grace Moretz, o filme acompanha o drama de Mia, cuja família sofre um acidente de carro, colocando-a em uma situação limite: em coma, acompanhamos um "espectro" de Mia pelo hospital, enquanto conhecemos sua vida pregressa através de flashbacks. E é impossível não se emocionar e torcer pela personagem.

Com uma família perfeita, Mia é uma jovem estudante apaixonada por violoncelo, cujos pais meio livres e com um estilo rock 'n roll, a incentivam desde pequena a viver suas paixões. Adam, o namorado de Mia, faz parte de uma banda e o romance dos dois está um pouco abalado já que Mia quer estudar em Juilliard, em Nova York, ao mesmo tempo em que a banda de Adam começa a conhecer o sucesso.


Vivendo Mia, Chloë Grace Moretz mais uma vez mostra que é realmente uma das melhores atrizes de sua geração. Eu, que me lembro dela de Kick Ass, fiquei impressionado em como ela cresceu, mantendo o talento e ampliando-o. A Mia do filme é exatamente como eu havia imaginado lendo o livro e isso é todo mérito de Chloë. Além dela, fazem também parte do elenco nomes como Meirelle Enos, Joshua Leonard e Jamie Blackley. Vivendo os pais de Mia e Adam, os atores também dão perfeitamente bem conta do recado de nos fazer embarcar nesse drama.

Singelo e emotivo, Se Eu Ficar pega carona nas histórias recentes que colocam jovens adolescentes em situações extremas, buscando as lágrimas e a reflexão da audiência, cujo exemplo maior, certamente, é A Culpa é das Estrelas.

O que importa, entretanto, é que para chorar ou não, Se Eu Ficar é um filme que entrega o que promete e pode ser assistido sem contra-indicações. Resta saber se, seguindo o exemplo do livro, em breve teremos Para Onde Ela Foi, continuação da história, também nos cinemas.
Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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