14 de dez de 2014

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, de Peter Jackson




Nem sempre fui um grande admirador do universo de J.R.R. Tolkien nos cinemas. Simplesmente não tinha interesse na primeira trilogia comandada por Peter Jackson, porém, quando esta nova trilogia entrou em vias de produção, me interessei por um único motivo: sou grande fã do trabalho de Martin Freeman e, por conta disso, resolvi explorar a Terra Média e logo me pus a assistir os três filmes de O Senhor dos Anéis e me apaixonei pelo universo criado ali. 

Uma das coisas que ficam claras é que o diretor Peter Jackson tinha muito material para explorar na trilogia inicial e pode com maestria criar uma saga bem estruturada e roteiro profundo, não deixando pontas soltas e arrebatando milhares de fãs. Entretanto, é sabido que o mesmo material não era tão extenso para criar três filmes sobre a grande jornada de Bilbo Bolseiro em O Hobbit, ou seja, fica claro que apenas um filme seria o suficiente para contar a trajetória de Bilbo.


Não sei de quem partiu a ideia de fazer três filmes e sei que tem aqueles fanboys que irão dizer “quanto mais melhor”, mas não é bem isso que acontece aqui. O roteiro apresenta falhas de continuidade e se alonga em personagens que poderiam facilmente ser descartados e nem sentiríamos a falta. 

O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos começa no ponto exato que se encerra o filme anterior, onde vemos o poderoso e mítico dragão Smaug partindo para cidade onde irá causar enorme destruição. O fato é que, pelo que vemos no começo do filme, fica a pergunta, por que não ter feito isso no fim do segundo longa? 

A Batalha dos Cinco Exércitos se desenvolve estranhamente em um drama psicológico, envolvendo um dos maiores pecados capitais, a ganância. Dito isso fica fácil imaginar o desenrolar de eventos que culminaram em cenas de batalhas. 

No aspecto estético e visual não podemos reclamar, temos um filme com uma fotografia excelente e efeitos especiais primorosos, com a inclusão do 3D; é pra deixar o público boquiaberto. 


Apesar disso, fica a sensação de um filme longo e cansativo. E volto a dizer que houve um exagero: apenas um filme bastaria para contar a historia de Bilbo e preparar o terreno para a saga de Frodo. 

No fim, temos um filme que se sobressai ao primeiro longa dessa trilogia, contudo, fica bem aquém do segundo e encerra essa trilogia de forma morna.
Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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1 comentários:

iagoM3 disse...

Discordo totalmente,não caberia nem metade em um filme só,fora que a parte do segundo filme das aranhas e no reino dos elfos da floresta,eles cortaram muita coisa legal que acontece no filme....
mas pelo menos voce comçou o texto dizendo que nem sempre foi um admirador do universo de Tolkien nos cinemas,a partir dai ja sabia o que esperar do seu texto.
um abraço.

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