17 de dez de 2014

Pop 5ive: Musas de Hollywood





Vamos falar de cinema; mais precisamente, de estrelas de cinema. Aquelas atrizes viciantes, que nos conquistam por sua beleza, carisma e talento e das quais não perdemos nenhum filme, pois veneramos vê-las na telona e não enjoamos nunca, só aumentamos nosso amor a cada novo trabalho. São verdadeiras musas, que povoam nosso imaginário de glamour, luxo e poder.

Não citarei as fabulosas atrizes clássicas de antigamente como Bette Davis, Audrey Hepburn, Greta Garbo, Marilyn Monroe ou Ava Gardner, que já subiram pra brilhar no céu, mas as musas contemporâneas, que ainda nos dão o prazer de apreciarmos seus belos trabalhos.

Selecionei para esse Pop Five, 5 divas pras quais "pago o maior pau". Infelizmente ficaram de fora atrizes que amo muito como Julianne Moore, Michelle Pfeifer, Juliette Binoche, Cate Blanchett, Charlize Theron, Reese Witherspoon e muitas outras, mas como nossa lista se restringe a apenas cinco nomes, vem comigo e me diz se concorda com a minha seleção.

Julia Roberts

A eterna Linda Mulher, hoje em dia não faz mais tantos filmes como quando explodiu para o estrelato nos anos 90. Mais madura, mais seletiva na escolha de seus trabalhos e muitos milhões mais rica, Julia definitivamente atingiu o patamar de grande diva do show business hollywoodiano, tanto que num de seus últimos papéis no cinema, o longa Álbum de Família (2013), dividiu a cena de igual para igual com a diva maior de Hollywood, Meryl Streep que, obviamente, também está nesta lista.

Julia Fiona Roberts, do alto de seus 47 anos recém completados (28 de outubro), já brindou os fãs apaixonados como eu, com dezenas de comédias românticas deliciosas como O Casamento do Meu Melhor Amigo (1997), Um Lugar Chamado Nothing Hill (1999), Adoro Problemas (1994), Noiva em Fuga (1999), Larry Crowne - O Amor Está de Volta (2011), mas também dramas, suspenses e filmes policiais marcantes tais quais O Dossiê Pelicano (1993), Teoria da Conspiração (1997), Duplicidade (2009), Um Segredo Entre Nós (2008), Lado a Lado (1998), Onze Homens e Um Segredo (2001), A Mexicana (2001), Closer - Perto Demais (2004), O Segredo de Mary Reilly (1996), O Sorriso de Monalisa (2003), Comer, Rezar, Amar (2010), Dormindo Com o Inimigo (1991), The Normal Heart (2014) e Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento (2000), uma história baseada em fatos reais, que lhe rendeu o Oscar de melhor atriz do ano 2000. E, apesar de chamar a atenção com alguns filmes interessantes no início da carreira nos anos 80, como Três Mulheres, Três Amores (1988) e Flores de Aço (1989), foi com o romântico conto de fadas moderno mais lindo de todos os tempos, Uma Linda Mulher (1990), bem no comecinho dos anos 90, que Julia se destacou de todas as formas ao lado do charmosíssimo Richard Gere, formando um par perfeito e se transformando na mais nova queridinha da América, emplacando logo em seguida o dramático Tudo Por Amor (1991) e conquistando de vez o coração de produtores, colegas, diretores e fãs no mundo inteiro.

Com tamanho carisma, beleza, talento, simplicidade e um sorriso avassalador do tamanho de todos os seus predicados, Julia Roberts é indiscutivelmente musa de Hollywood e do meu coração.


Sandra Bullock

A primeira vez a gente nunca esquece, então como esquecer Enquanto Você Dormia (1995)? Este foi o primeiro filme de Sandra Bullock que assisti, uma comédia romântica muito fofa, que a fez chamar a atenção do grande público cinéfilo. É um filme leve, gostoso e apaixonante mas, diferentemente de Julia Roberts (com quem, segundo as más línguas, rola uma rivalidade tipo Ivete Sangalo e Cláudia Leitte - péssima comparação, me perdoem!), Sandra começou bastante eclética, sempre com cara de comédia romântica, pois é engraçada e linda, mas intercalando entre os gêneros. Tanto que no mesmo ano ela estrelou e me conquistou de vez com um dos filmes que mais gosto em sua filmografia, o dramático thriller de ação policial A Rede (1995). Mas sua estreia em Hollywood foi em outro filme de ação policial, Carrascos, de 1987, e antes dos dois já citados acima teve os bons Poção do Amor Número 9 e O Silêncio do Lago, ambos de 1992, a ficção científica O Demolidor (1993), o sensível Quando a Festa Acabar (1993) e o ótimo Velocidade Máxima (1994), com Keanu Reeves.


Depois vieram filmes sensacionais (uns nem tanto) que consolidaram a carreira da querida Sandrinha: Tempo de Matar (1996), No Amor e Na Guerra (1996, lindo demais!), Da Magia à Sedução (1998), onde contracena com outra musa de nossa listinha, Nicole Kidman, 28 Dias (2000), Miss Simpatia (2000, muito amor por esse filme!), Cálculo Mortal (2002), Amor à Segunda Vista (2002), A Casa do Lago (2006), A Proposta (2009), Tão Perto, Tão Forte (2011) e As Bem Armadas (2013). No meio de tudo isso, já estrela consagrada, Sandra filmou Maluca Paixão (2009) uma comédia  bastante criticada, que levou o prêmio Framboesa de Ouro daquele ano, e mesmo assim eu gostei do bendito filme, afinal era Sandra Bullock dando uma de louca por Bradley Cooper (quem não daria, néam?), é tão kitch, que ficou ótimo.


Mas, antes de finalizar não posso deixar de fora os incríveis trabalhos da bela, que foram dignos de Oscar: o excelente Crash - No Limite, ganhador do Oscar de melhor filme em 2004, o bonito e cativante Um Sonho Possível, história real que lhe rendeu a estatueta dourada de melhor atriz em 2009 (uma atriz que ganha prêmios de melhor e pior no mesmo ano, é realmente muito eclética e merece muito minha admiração) e Gravidade, a badalada ficção científica de 2013, que papou vários prêmios e lhe valeu a segunda indicação como melhor atriz, dessa vez sem triunfo, mas sem sombra de dúvida uma interpretação primorosa e impecável da eterna mocinha de 50 anos.

Sou super fã de Sandra Anette Bullock e confesso um desejo antigo, acalentado até hoje, vê-la em uma super-produção hollywoodiana ao lado de sua "rival", nenhum centímetro menos diva, Julia Roberts e meu eterno galã latin lover, muso, deuso, gostoso (ops, acho que me empolguei), Antonio Banderas. Será que um dia rola?

Continuarei sonhando e torcendo por isso, e sempre amando Sandrinha!  

Meryl Streep

Eis que surge a diva maior dessa lista linda, Meryl Louise Streep. Aos 65 anos, a mais experiente entre as musas, Meryl Streep é digna de todas as reverências. Com uma força interpretativa assombrosa e uma facilidade de encarnar papéis diversos com a naturalidade de um piscar de olhos, Meryl é diva, divíssima, divérrima, do mesmo calibre da nossa Fernanda Montenegro. Com ela, rimos, choramos, odiamos, sentimos medo, ficamos deprimidos, angustiados, enlevados de alegria, com uma verdade absolutamente sincera transmitida apenas num olhar. Meryl Streep é um fenômeno, uma força da natureza, nos faz acreditar piamente em suas personagens e nela mesma como uma pessoa doce, generosa, gente boa pra caramba, demasiado humana.

Mas será que La Streep é realmente essa pessoa fantástica, além de soberba atriz? Como ter certeza, se suas interpretações são tão naturais quanto respirar, que ela também não está interpretando essa Meryl Streep que vemos sempre absolutamente linda, elegante e incrivelmente simples nas entregas do Oscar e outros momentos registrados pela mídia, onde ela é ela apenas?  Divaguei. Mas é que custo a acreditar que uma pessoa possa ser tão maravilhosa em tudo, como é Meryl Streep. Podia ser ao menos antipática, mas não, parece ser uma flor de pessoa.

Como se não bastasse, Meryl ainda canta, como pudemos conferir em Mamma Mia (2008), tem discos gravados e tudo. E como sua filmografia é bastante extensa, farei um apanhado básico dos filmes mais bacanudos da musa. São eles: Kramer vs. Kramer (1979), A Escolha de Sofia (1982), Entre Dois Amores (1985), A Difícil Arte de Amar (1986), Ela é o Diabo (1989), A Morte Lhe Cai Bem (1992), A Casa dos Espíritos (1993), As Pontes de Madison (1995), Música do Coração (1999), As Horas (2001), Adaptação (2002), Sob o Domínio do Mal (2004), Terapia do Amor (2005), O Diabo Veste Prada (2006), Dúvida (2008), Simplesmente Complicado (2009), Julie e Julia (2009), A Dama de Ferro (2011), Um Divã Para Dois (2012) e Álbum de Família (2013). Este ano ela estrelou a ficção científica O Doador de Memórias e muito em breve poderemos conferir sua performance como uma verdadeira bruxa em Caminhos da Floresta.

Os filmes citados acima são só os mais legais na humilde opinião do colunista, pois a lista completa com os trabalhos de Meryl no cinema ficaria descomunal.

Operária da arte, indicada 18 vezes ao Oscar, vencedora do mesmo três vezes, simpática, bonita, rica, luxuosa, é ou não é uma inquestionável musa? É!  

Nicole Kidman

Linda, bela, deslumbrante são os primeiros adjetivos que me vem a cabeça quando penso na diva Nicole Kidman. Atriz e produtora, nascida Nicole Mary Kidman, no Hawai, mas criada na Australia, Nicole faz filmes desde 1983. Mas começou a ficar conhecida após envolver-se com o astro Tom Cruise, que conheceu em 1990 durante as filmagens de Dias de Trovão, vindo a casar-se com ele no Natal daquele mesmo ano. 

Enquanto esteve à sombra de Tom, Nicole era apenas uma boa atriz, bonita e com o casamento dos sonhos de muitas mocinhas. E durante esse período em que esteve casada, toda a década de 90, Nicole Kidman nunca me chamou muito a atenção, apesar de ter feito alguns bons filmes como Um Sonho Distante (1992), com Tom Cruise novamente, o emocionante Minha Vida (1993), Malícia (1993), Retrato de Uma Mulher (1996), o erótico De Olhos Bem Fechados (1998), mais uma vez com Tom Cruise, Da Magia à Sedução (1998), onde é a irmã maluquinha da nossa musa Sandra Bullock e Os Outros (2001). Meu encantamento por Nicole começou mesmo com Moulin Rouge - Amor em Vermelho (2001), e veio num crescendo, transformando-se em paixão com As Horas (2001), onde enfeiou-se, usando uma prótese horrorosa no nariz para viver a escritora Virgínia Wolf e levando mais que merecidamente o Oscar de melhor atriz daquele ano, paixão que virou amor definitivo e incondicional em Dogville (2003), um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Além destes três que são meus preferidos, gosto muito de Mulheres Perfeitas (2004) e A Pele (2005).


Nicole Kidman é uma mulher de 47 anos, exuberante, de olhar enigmático e porte de princesa, tanto que seu mais recente filme, a ser lançado em 2015 é Grace de Mônaco, onde dá vida a Grace Kelly, atriz-fetiche de Alfred Hitchcock, que virou princesa ao casar com o príncipe de Mônaco Rainier III, e abandonou a carreira no cinema. O papel cai como uma luva para Nic, que pelos trailers parece estar fantástica.

Mas obviamente que ser só linda e elegante não é tudo, Nicole é talentosa, atriz dedicada e excelente. Sendo assim não restam dúvidas: musa pra ninguém botar defeito!

Kate Winslet

É tão difícil dizer de quem se gosta mais quando se trata de atrizes tão completas e únicas; é como escolher um filho, mas mesmo amando todas que estão nesta lista com total intensidade, admito que sinto algo diferente das demais por Kate Winslet. Não sei se é a voz rouca e sensual, rasgada ou o olhar forte, penetrante, feroz e levemente amargurado. Talvez o sorriso recompensador de quem sempre está com o semblante sério; Kate não é de sorrisos fáceis, mas quando abri um é como se derretesse uma geleira, é vasto, generoso, aconchegante. Pode ser que seja tudo isso junto e mais a forma passional com que ela interpreta suas personagens.

Kate Elizabeth Winslet, a caçulinha de nossa lista, tem 39 anos e é uma atriz brutal. Ela agarra seus personagens com unhas e dentes e não deixa pedra sobre pedra. Até mesmo quando vive papéis mais leves, Kate é densa, profunda e acho que é isso que me fascina tanto na mocinha que era gorda e que sempre sonhou em ser atriz e ganhar um Oscar, essa intensidade e paixão que a levou justamente onde ela queria, conquistando a estatueta dourada de melhor atriz no Oscar 2009, com O Leitor.

Apesar de ter ficado absolutamente conhecida após arrebatar fãs em todo o mundo com o megalômano sucesso Titanic, de 1997, em 1994 Kate já mostrava a que veio, estreando com um dos filmes mais belos e estarrecedores do cinema, o drama real Almas Gêmeas. Depois teve o lindíssimo Razão e Sensibilidade (1996) e a superprodução shakesperiana Hamlet (1997). Mas foi mesmo com Titanic que Kate me seduziu, pois fui um titanicmaníaco na época do boom do longa, e colecionava tudo sobre o filme, mas mergulhei de cabeça mesmo na história da vida de Kate Winslet pra descobrir toda sua trajetória até conquistar o grande papel de sua vida. Poderia até ter sido uma paixão passageira, se Kate não fosse a atriz magnífica que é, e se não tivesse escolhido com tanta cuidado seus trabalhos seguintes, provando que valoriza e respeita seu ofício e não o faz só por dinheiro.

As obras de arte das quais Kate Winslet fez parte são: Iris (2001), A Vida de David Gale (2003), Em Busca da Terra do Nunca (2004), Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004), Pecados Íntimos (2006), O Amor Não Tira Férias (2006), O Leitor (2008), Foi Apenas Um Sonho (2008) e Deus da Carnificina (2011).

Este ano, Kate esteve nos cinemas brasileiros com o pouco falado Refém da Paixão, mas em mais uma atuação linda, e no primeiro filme da franquia Divergente, como a cruel e elegante vilã Jeanine Matthews.

Por toda sua arte, elegância, bom gosto e estupendo talento é que Kate Winslet fecha com honras essa lista super afetiva.
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Como disse, a lista é restrita e essas são as minhas cinco musas mais queridas de Hollywood. São as suas também? Quem tiraria ou acrescentaria na lista?
Leandro Faria  
Esdras Bailone: leonino, romântico, sonhador, estudante de letras, gaúcho de São Paulo, apaixonado-louco pelas artes e pelas gentes.
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