31 de jan de 2015

#BaúPop: Um Lugar Chamado Notting Hill





Um dos grandes problemas dos filmes de comédia romântica são os clichês, afinal, eles são recheados deles e, não obstante, todos sabemos como esses filmes seguem com seu enredo: rapaz conhece a garota, rapaz perde a garota, rapaz reconquista a garota e final feliz. 

Mesmo sendo totalmente clichê, Um Lugar Chamado Notting Hill (Notting Hill, no original) é um daqueles filmes que assistimos repetidas vezes e não nos importamos de saber como será o desfecho daquela história. 

Lançado em 1999, o filme retrata a história de William Thacker (Hugh Grant), que é dono de uma livraria de guias de viagem no pacato bairro de Notting Hill, em Londres. Will é um rapaz atraente, certinho e metódico, de vida um tanto monótona e sem grandes novidades. Certo dia, entra em seu estabelecimento alguém que mudará sua vida para sempre: trata se de Anna Scott (Julia Roberts), famosa atriz que está em Londres para divulgar seu novo filme. Após uma breve conversa, Anna vai embora, porém o destino de ambos está traçado e, logo depois, por acaso, eles se esbarram na rua onde Will acaba por derrubar suco em Anna (puro clichê). Desse ponto em diante acontecem encontros e desencontros até o aguardado desfecho.



Apesar de todo o enredo previsível, o filme consegue ser cativante, seja por sua trilha sonora bem colocada, pela fotografia e, claro, pela química e boa atuação de seus protagonistas; tudo se encaixa muito bem na história do longa.

Um Lugar Chamado Notting Hill é um filme que tem um charme muito particular. Talvez, isso se dê pelo roteiro que, apesar de conter algumas falhas, é bem inteligente ao saber dosar tanto humor quanto romantismo. As piadas são estrategicamente bem inseridas ao longo da trama e se revezam com as boas cenas românticas, com ótimos diálogos. Da mesma forma, o desenvolvimento das personagens também é coeso: ambos, apesar de tudo, são totalmente críveis e humanos – uma ótima sacada aqui foi retratar a estrela como uma pessoa comum (“Eu sou apenas uma garota parada em frente a um homem, pedindo a ele que a ame”, diz Anna em certo momento). 

O fato é que esta comédia romântica cumpre o que promete: o casal principal vive um belo (e difícil) amor, enquanto as risadas são estrategicamente distribuídas ao longo da trama. Para um filme cujos defeitos e virtudes encontram-se apenas equilibrados, o resultado final é acima da média. Por isso se encontra no nosso #BaúPop.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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1 comentários:

Tavinho Berçam disse...

Já assisti esse filme mais de 20 vezes. BOM DEMAIS!

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