29 de jan de 2015

Primeiras Impressões: Glee - Sexta Temporada




Chegando ao seu sexto ano, Glee já não é mais a série de outrora. Todo o buzz em cima da série, que começou promissora, foi sendo deixado de lado com o passar das temporadas e o desenvolvimento pífio de muitas tramas. Ok, a série sempre foi querida pelos fãs, mas é inegável que Ryan Murphy e seu time de roteiristas deixaram muito a desejar em diversos momentos.

Assim, é interessante o fato de Glee ter chegado até seu sexto ano. Com turbulências ou não em sua produção (e foram várias durante suas temporadas, a mais marcante delas, certamente, a morte de Corey Monteith), os produtores e atores tem a oportunidade agora de chegar a um sexto e último ano, podendo finalizar a trama com um pouco de dignidade. Será?

Com uma temporada menor (serão apenas 13 episódios) e iniciada nesse janeiro (normalmente a série começava em setembro, nos EUA), Glee começou o seu último ano com um episódio duplo sendo exibido e, até o momento, já vimos os quatro primeiros dessa season finale. E o quais as minhas opiniões sobre o apresentado até agora? A série voltou bem, certamente, mas vai ter que surpreender muito para ter um ano final inesquecível.



Ryan Murphy havia prometido e parece estar cumprindo sua palavra: ele disse que todos os atores que quisessem retornar para se despedir, poderiam fazer isso. Mas, acima de tudo, o mais legal do apresentado até o momento, foi reunir a série em um único núcleo, trazendo-a de volta às suas origens, o McKinley High School.

Depois de estrelar um fracasso na televisão americana, Rachel está deprimida e precisa de um tempo na sua vida em Nova York. Por isso, retorna a Lima e se surpreende com algumas coisas, como o fato de seus pais estarem se separando e o McKinley não ser mais como outrora. Com Sue Sylvester como diretora, o colégio é um modelo em vários aspectos, mas baniu as artes de seu currículo. Além disso, Blaine, que também voltou para Lima e se separou de Kurt, é agora o treinador dos Warbles, e Mr. Schuester trocou de emprego é atua agora como treinador do Vocal Adrenaline. Uau, não é mesmo?

Motivada a dar a volta por cima em seu último fracasso, Rachel corre atrás e, com a ajuda do responsável pelos colégios da região, consegue autorização, a contragosto de Sue, para o retorno do Glee Club no McKinley. Mas, sem nenhum interessado em fazer parte do coral, conta com a ajuda dos antigos membros do Glee para achar os novos integrantes dessa trupe.

A série está legal? Sim, está. Mas falta frescor. Mesmo com Rachel e Kurt trabalhando juntos como treinadores, e a presença iluminada de Santana e Brittany, tudo tem um gosto de requentado ali. Falta emoção, eu acho, principalmente para um ano final da série, que tinha tudo para se tornar inesquecível.


Mas está tudo lá que a gente sempre amou em Glee. Tem as músicas, é claro (e estamos tendo uma seleção incrível de releituras Glee, pelo menos no que já foi apresentado nos quatro primeiros episódios. E tem os conflitos de sempre (Kurt e Rachel tendo de trabalhar juntos, Blaine namorando Karofsky e Kurt surtando. Mas o bom da série, como sempre, são os temas abordados, nunca se esquivando de falar de atualidades de maneira singela e contundente.

A treinadora Beiste, por exemplo, foi a grande estrela do terceiro episódio, que tratou de um assunto interessantíssimo e super em voga no momento: identidade de gênero. A treinadora, que sempre foi um tanto quanto masculinizada, mas sempre sentiu-se atraída sexualmente por homens, revelou-se uma transexual, em processo de transição para uma cirurgia de mudança de sexo. Ou seja, Beiste, que nasceu mulher, mas se identificava com o gênero masculino, mesmo sentindo-se atraída por homens, fará uma operação para se tornar homem, mas continuará gostando de homens. Complexo, não? Sim, e extremamente interessante e mostrado em Glee de maneira simples e quase didática.

No fim das contas, Glee é uma série de entretenimento e vem, ao longo de seis temporadas, divertindo seu público. Com erros e acertos, é inegável que a série será sempre lembrada como um sucesso e, por isso mesmo, torço que esse último ano seja ainda melhor do que vem apresentando até o momento. A série tem potencial e sabemos disso.

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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