8 de fev de 2015

#BaúPop: Uma Linda Mulher




Já comentei diversas vezes aqui que sou saudosista. Realmente, gosto de algumas coisas que ficaram no passado, principalmente músicas. Com relação a filmes, existem dois lados, já que são várias as coisas novas e boas chegando; entretanto, clássicos são clássicos e hoje vamos relembrar de mais um filme do passado que, creio, muita gente já assistiu e muita mulher já se emocionou com a trama. 

No ano de 1990 estreou Uma Linda Mulher, filme estrelado por Julia Roberts e Richard Gere. O filme vale-se de um artificio simples em seu roteiro, que é o conto de fadas moderno: uma jovem garota da “vida” que, de uma hora para outra, se transforma em uma dama da alta sociedade. 

Julia Roberts como protagonista é um caso a parte. Sua atuação segura e bem carismática rouba todas as atenções para si, nos desviando dos vários furos no roteiro que, francamente, é fraco e superficial. Richard Gere tem uma atuação competente e segura e o interessante é ver a boa química da dupla, que formam um casal marcante no cinema. 

O filme não apresenta intrigas entre os personagens, fato curioso, visto que em comédias românticas desse tipo sempre tem uma antagonista que deseja estragar a felicidade alheia. Na história somos apresentados a Vivian (Julia Roberts), uma prostituta que trabalha no Hollywood Boulevard que, com alguns problemas com sua companheira de quarto, está sem a grana para o aluguel. Em seu “local” de trabalho se encontra com o milionário Edward Lewis (Richard Gere), que estava perdido após tomar o carro de seu advogado emprestado durante uma reunião de amigos. Vivian se oferece para levá-lo até seu hotel e, claro, garantir o valor de seu aluguel, mas Edward somente quer ir para casa. Contudo, Vivian é tão encantadora que Edward a convida para passar a noite com ele. 


A garota logo chama a atenção de quem passa, por sua maneira meio debochada de ser, vulgar e, claro, por ser muito bonita. A noite foi boa e Edward precisava de uma garota de aluguel para passar uma semana com ele, ir a jantares e encontros de negócios, pois não queria se envolver emocionalmente. Entretanto, o charme e a simplicidade de Vivian conseguem mudar em apenas uma semana a vida agitada e fria de Edward. 

A mudança vale para os dois. Vivian teria que aprender em poucas horas a se tornar uma dama, andar com mais elegância e vestir-se com mais discrição. A famosa cena embalada pela música tema do filme, Pretty Woman, tornou-se uma das mais lembradas do cinema, sendo satirizada em alguns outros filmes. Edward, aos poucos, vai percebendo que vive somente para o trabalho sem se importar com os sentimentos dos outros. Percebe que aquela jovem é diferente das outras com quem ele se relacionava e que buscavam somente status e posição social ao lado dele. Ela realmente possuía valores indiferentes ao seu mundo de milionários. 


É possível perceber que a cada momento eles vão se apaixonando. O sexo cada dia é diferente e aquilo que antes era puro físico, vai dando espaço para os sentimentos e a paixão. Esse fator foi muito bem explorado pelo diretor Garry Marshall. As cenas são bem expressivas e os protagonistas são responsáveis por torná-las inesquecíveis. 

A cena da ópera, o momento em que Edward põe uma joia caríssima no pescoço de Vivian, simboliza sua transformação e representa o quão valiosa é aquela mulher. A peça La Traviata é um resumo da história do filme – a prostituta que se apaixona pelo homem rico. 

Esse filme foi um marco na década de 90. Divino, clássico, romântico sem ser meloso, ou seja, na medida certa. Afinal, clássicos são clássicos.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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1 comentários:

melo disse...

Considero um clássico moderno e contos de fadas são eternos!

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