11 de mar de 2015

Simplesmente Acontece, de Christian Ditter





Eu tenho um gosto bastante eclético para cinema. Curto filmes de arte, fora do grande circuito; me amarro em blockbusters, daqueles feitos para nos levar ao cinema; e gosto de filmes aleatórios, que descubro sem querer, mas que servem para me deixar com um sorriso no rosto depois de assití-los. Por isso mesmo gosto tanto de histórias água-com-açúcar que, quase sempre, me deixam felizinho depois de vê-las.

Baseado no livro homônimo de Cecelia Ahern, Simplesmente Acontece (Love, Rose, no original) é um filme bonitinho, daqueles que você sabe exatamente o que vai acontecer no final e, mesmo assim, assiste a história toda com um sorriso no rosto. Porque Simplesmente Acontece é isso: um filme descompromissado e delicioso, para ser assistido e aproveitado, sem exigir grandes esforços mentais ou uma moral questionável ao seu fim.

A trama é simples: Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Clafin) são amigos desde a tenra infância e, fica claro, existe uma atração que os une além da amizade. Entretanto, dos 18 anos, quando eles ensaiam um beijo, até os 30, eles viverão suas vidas com encontros e desencontros, que não permitirão que essa paixão floresça e tenha plenitude. E é a vida dos dois, com seus altos e baixos, que acompanhamos em Simplesmente Acontece.

Como em toda comédia romântica, o legal de assistir ao filme é saber que o casal principal ficará junto ao final do longa. Como isso acontecerá é apenas um detalhe que, sabemos, será resolvido pelo roteiro e, convenhamos, não nos importamos muito, já que sabemos que o que desejamos, e o casal também, acontecerá.


Com o charme de ser um filme britânico (ai gente, me julguem, eu adoro o british accent), Simplesmente Acontece se vale muito do carisma de seus protagonistas. Lily Collins e Sam Clafin dão conta como o casal principal da história, nos convencendo daquela trama ora absurda e, porque não, ora tão real. Aliado a eles, os coadjuvantes são muito bem escolhidos, principalmente Chistian Cooke (Greg), Jaime Winstone (Ruby) e Tamsin Egerton (Sally).

Já Christian Ditter é dono de uma direção que, se não inova, também não compromete, conseguindo contar muito bem a história dos dois melhores amigos que, apesar de amarem-se, não conseguem ficar juntos devido à diversos percalços do destino.

Um detalhe que não posso esquecer de mencionar, entretanto, é a trilha sonora do longa. Sério, quanta música boa em Simplesmente Acontece. Parece que a trilha foi pensada para nos fazer cantarolar durante todo o filme, com músicas amplamente conhecidas e agradáveis, como Alone Again, de Gilbert O'Sullivan, Tiny Dance, de Elton John,  Fuck You e Littlest Things, de Lily Allen, Crazy in Love, de Beyoncé,  e Suddenly I See, de KT Tunstall, entre muitas outras.

Adoravelmente bobinho, Simplesmente Acontece é diversão descompromissada e pueril, mas que cumpre seu papel de enternecer e conquistar. Certamente vale o ingresso.

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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