14 de abr de 2015

Pop Pílulas: Superstar




E a nova temporada do Superstar estreou no último domingo. Sinceramente, esperava mais. Mesmo com um novo trio de jurados (Sandy, Paulo Ricardo e Thiaguinho, no lugar de Ivete Sangalo, Fábio Junior e Dinho Ouro Preto) e uma direção mais dinâmica, o programa não foi além do que havia sido ano passado, quando revelou a banda Malta.

Escrever que Fernanda Lima esbanja beleza é redundância, mas ela continua menos fofa do que em Amor & Sexo, programa em que ela notoriamente se diverte.  Aqui, talvez engessada por um formato cheio de regras, ela tenha apenas que se contentar em ter que chamar as bandas ao palco e pedir que os jurados se manifestem. O diferencial é que ela sabe cortar a fala das pessoas nos momentos certos sem ser rude.


Se o trio de jurados da temporada anterior parecia perdido, o desta está mais interessante, mesmo não tendo nenhum brilho na estreia. Não foi culpa deles, é verdade, mas não houve nada que fizesse com que alguém ali brilhasse de verdade. Começar um programa com duas bandas já eliminadas não é nada bom e, para piorar, o aplicativo deu problema novamente.
Que é isso produção? Cadê o pessoal de TI? 
Esse ano o público pode votar pelo site do programa também e, para dar mais ritmo ao programa, apenas as cinco mais bem classificadas vão para a fase seguinte. As demais bandas que conseguirem fazer subir o painel, atingindo 70% da preferência do mix público-jurados, mas não ficaram entre as cinco, terão uma segunda chance numa repescagem no quinto programa.

O Superstar é um formato estrangeiro que se adapta bem à nossa TV, que sempre deu espaço para programas do tipo que, no fundo, são grandes shows de calouros mesmo. Enquanto Chacrinha perguntava quem ia para o trono, Silvio Santos queria saber quanto valia o show. Hoje temos a interatividade e, claro, um aparato que faz com que todos eles brilhem mesmo quem não chega lá.


No mais, se estava triste com a saída de Fernanda Paes Leme,  que brilhou mais que Fernanda Lima ano passado, Rafa Brites se encontrou muito bem na função. André Marques continua como uma espécie de apoio mesmo, sem ajudar muito, mas também não atrapalha. E o cenário só não é mais lindo que a Fernanda Lima.

Se vale a pena? É uma boa diversão para os fins de domingo.

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Serginho Tavares  
Serginho Tavares, apreciador de cinema (para ele um lugar mágico e sagrado), de TV e literatura. Adora escrever. É de Recife, é do mar: mesmo que não vá com tanta frequência e com os pés bem firmes na terra.
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