12 de abr de 2015

Primeiras Impressões: Demolidor




Finalmente a espera acabou e os fãs de Demolidor podem apreciar a tão aguardada série que estreou dia 10 de abril, via streaming, pela Netflix. Parceria entre Marvel e Netflix, Marvel - Demolidor causou grande frisson quando foi anunciada. E agora, depois de lançada, mais ainda se deve falar dessa parceria que inclui Jessica Jones, Luke Cage e Punho de Ferro, que vão culminar em Os Defensores

A Marvel acerta em cheio na realização da série, o que certamente vai apagar aquele horrível filme de 2003, que tinha Ben Affleck e Jennifer Garner à frente do elenco. É muito interessante como a Marvel conseguiu adicionar o personagem no seu universo televisivo e cinematográfico, pois creio que vamos ter surpresas logo mais à frente. 

O gancho narrativo da história se deve a grande batalha que arrasou Nova York no primeiro filme dos Vingadores e, assim como muitos bairros da cidade, Hell’s Kitchens está se reconstruindo. E é justamente nesse bairro que encontramos Matt Murdock (Charlie Cox, perfeito no papel título) que, ainda criança, sofre um acidente que o deixa cego, mas aguça todos os seus outros sentidos. Já adulto e trabalhando como advogado, Murdock faz justiça: durante o dia, na profissão; durante a noite, como o Demolidor, um vigilante solitário. 

Deborah Ann Woll mostrou que já se livrou completamente de sua personagem na finada True Blood, e fez de sua Karen Page um dos personagens mais intrigantes e convidativos da hora inicial do show. Ao lado de Elden Henson e seu divertido Foggy Nelson, os dois prometem ser o alívio cômico da série em meio a tensão e suspense que as outras histórias trazem. 

A química entre os dois personagens e Matt funcionou de cara, especialmente entre o futuro Homem sem Medo e Foggy. Vincent D’Onofrio, que interpretará o Rei do Crime, um dos personagens mais esperados, ainda não deu as caras, mas já foi citado sutilmente nas entrelinhas – outro grande acerto do programa, aliás. 


A ambientação da série é bem inteligente e dinâmica, dando a cada lugar um tom distinto, como a casa do protagonista que por ser cego não tem luzes, porém, é iluminada por enorme banner que dá ao apartamento uma iluminação roxa característica que você não veria em muitos lugares. A ambientação também envolve uma das coisas mais importantes para o personagem título: O Som. A edição de som é rica e em sincronia com o personagem nos dá a textura que povoa tanto a super audição quanto os pequenos detalhes de Hell’s Kitchen. Seguida por uma trilha sonora que se encaixa bem na série e vai fascinar logo de cara quando acompanhada da belíssima abertura que, com muito sangue, se tornou uma das coisas que mais gostei. 

Tecnicamente, a série também é impecável. A fotografia escura combina com o clima sombrio do programa, que deixa claro que vai retratar problemas reais, como máfia e corrupção. Talvez essa seja sua maior contribuição ao Marvel Cinematography Universe (junto com suas séries companheiras que logo virão): tratar de algo mais pé no chão. Claro que a gente ama Thanos, Hulk, Inumanos, poderes e todas as coisas que a Marvel tem feito muito bem, mas essa pegada realística estava mesmo em falta e Demolidor veio destinada a começar a preencher isso. 

Se você já é fã de Demolidor não deve perder a série e, se por acaso não conhece o personagem, permita-se se viciar no novo programa da parceria Marvel-Netflix!

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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