28 de abr de 2015

Put Some Farofa, de Gregorio Duvivier





Gregorio Duvivier é um homem midiático. Ator, humorista, roteirista e escritor, o jovem é um verdadeiro multitarefas, dedicando-se (bem) às mil atividades em que se predispõe a trabalhar. E se você conhece apenas uma de suas faces (talvez a de ator, já que os vídeos do Porta dos Fundos fazem sucesso inquestionável), seu livro de crônicas Put Some Farofa é uma ótima, perdoem-me o trocadilho, porta de entrada para o universo do autor.

Eu já conhecia seus textos, pois escrevendo como colunista da Folha de São Paulo, é difícil nunca ter esbarrado em um de seus escritos pelas páginas da internet. O mundo do Curtir e Compartilhar tem dessas coisas e, muitas vezes, realmente somos apresentados à material de qualidade.

Put Some Farofa, lançado pela Companhia das Letras em meados de 2014, é uma coletânea inusitada. O livro apresenta textos de Gregorio publicados em sua coluna da Folha, roteiros de esquetes do Porta do Fundos e, de brinde, alguns poucos textos inéditos. O legal é que, conhecendo ou não, é sempre uma delícia ler e reler os textos de Gregorio.

Fluidos, os escritos de Gregorio Duvivier são, quase sempre, curtos e certeiros, do tipo que nos fazem rir pelos motivos mais triviais, enquanto nos fazem refletir sobre a vida e as banalidades do nosso próprio cotidiano.

Dividido em quatro partes (Grandes, Pequenos, Gigantescos; Cruzada Elucidativa a Favor da Família Brasileira; Put Some Farofa; e O Mundo, Paradinho, Tem a Maior Graça) Put Some Farofa é um livro que te prende da primeira à última crônica, dando à impressão que você poderia sentar com Gregorio em um bar, tomar umas cervejas e rir muito falando as maiores merdas sobre os mais diversos e loucos assuntos. Mais do que isso, suas crônicas nos deixam pensativos e, por mais incrível que possa parecer, muitas vezes emocionados.

Produzindo de maneira constante, os trabalhos de Gregorio Duvivier se apresentam relevantes, interessantes e, o mais importante, impactantes. Em uma época em que o politicamente correto tem dominado os nossos dias, os textos (e vídeos e peças) de Gregorio são uma lufada de esperança sobre nós: não, o mundo ainda não está tão chato! Felizmente!

Autor: Gregório Duvivier
Páginas: 208

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Leandro Faria  
Leandro Faria, do Rio de Janeiro, fruto da década de 80, viciado em cultura pop em geral. Como vício bom a gente alimenta e compartilha, estou aqui para falar de cinema, televisão, música, literatura e de tudo mais que possa (ou não) ser relevante. Por isso, puxe a cadeira, se acomode e toma mais um copo, porque papo bom a gente curte é desse jeito!
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