5 de jun de 2015

#BaúPop: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças




Primeiramente preciso dizer que esse é um dos melhores filmes que já assisti na vida e, quem já assistiu ao longa, com certeza vai concordar com minha opinião. Em 2004 chegou aos cinemas Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, no original), com o roteiro de Charlie Kaufman, já consagrado na época por conta de filmes como Quero Ser John Malkovich, Adaptação e Confissões de Uma Mente Perigosa, e ainda trazendo como protagonistas Jim Carrey e Kate Winslet. 

O roteiro, muito bem escrito por Charlie Kaufman, faz uma indagação básica: e se pudéssemos apagar da nossa memória pessoas ou situações que nos abalaram e magoaram? Teríamos coragem de nos submetermos a um procedimento que apagasse essas memórias? 

No filme vemos o casal Joel e Clementine, que passam por essa situação curiosa quando Clementine decide apagar Joel de sua mente. Ao descobrir isso, e com raiva  pelo acontecimento, ele decide fazer o mesmo que ela. Mas, quando o procedimento começa, Joel passa a entender seus verdadeiros sentimento por Clementine, à medida que cada recordação vai sendo tirada dele.


Mesmo com Joel e Clementine tendo uma relação conturbada e cheia de problemas, é exatamente no momento que ele passa a reviver todo o seu relacionamento no seu subconsciente que ele percebe o quanto ama Clementine.

O filme é de uma maestria ímpar e todos os seus personagens fazem sentindo, todos têm exatamente uma função naquela história. Além disso, as atuações do elenco fazem os personagens terem uma profundidade maior de sentimentos e motivações. 

A atuação mais majestosa, sem dúvidas, é a de Jim Carrey. Seu personagem Joel é angustiante, intenso, sensível e dramático, tudo na medida certa. O que contrasta com Clementine, personagem vivida por Kate Winslet, que é totalmente direta, desbocada e objetiva. Talvez seja essa contrariedade dos personagens que os torne tão marcantes. 

Quanto à parte técnica, é interessante ver um filme utilizando de efeitos especiais que não sejam explosões ou carros voando pelos ares, principalmente porque todos os ótimos efeitos usados em Brilho Eterno são realmente necessários para que a história progrida. Juntando isso com a excepcional montagem, que vai ligando tudo de maneira brilhante e juntando cenas bem distantes em sua temporalidade com uma suavidade incrível, podemos dizer que a parte técnica está impecável. A fotografia é linda, realista, o que contrasta justamente com todo o mundo onde a história está se passando; e as músicas são bem bonitas e tocantes, ao contrário do que a maioria das comédias românticas costumam fazer (tentar melhorar o filme colocando músicas famosas).


O mais interessante de tudo é a profundidade da história, a agonia dos personagens em ficarem juntos, a profundidade de sentimentos como mágoa, desprezo, solidão, raiva e, claro, amor.

Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças é, dessa forma, um filme memorável e que merece ser revisitado sempre.

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Leandro Faria  
Artur Lima: aficionado por cinema, música, seriados e livros, não nesta ordem, apaixonado por dias frios e chá. Estudante de Comunicação Social, acha que sabe de tudo e sonha em trabalhar com cinema.
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