22 de jun de 2015

Divertida Mente, de Pete Docter




E não é que a Pixar/Disney/Pixar (fico confuso com essas fusões, aquisições, etc.) conseguiu de novo?! Temos, após alguns anos, uma nova grande obra do estúdio. E mais uma para o ranking das melhores animações de todos os tempos, sem dúvida.

Divertida Mente (Inside Out, no original) é um filme delicioso, onde conhecemos Riley, uma menina de 11 anos, que passa por um momento traumático na sua vida: a mudança de cidade. Uma experiência complicada para qualquer um, ainda mais para uma criança.

E, como o nome do filme deixa claro, somos apresentados também à mente de Riley. Desde o nascimento, vamos acompanhando o desenvolvimento de sua mente, de suas emoções. Da Alegria inicial, chegam também a Tristeza, a Raiva, o Medo e o Nojo (Nojinho, para os íntimos). Essas 5 emoções, cada uma com sua cor (parêntese/spoiler: coincidentemente, nojinho = verde. Está escrito!), são responsáveis pelo comportamento da menina, no centro de comando do seu cérebro. Liderados pela Alegria, essas emoções são o reflexo da vida da protagonista. Ou o contrário...


Cada memória é guardada em uma bola (tipo uma bola de cristal ou de boliche mesmo), transportada por tubos de vidro e armazenadas num arquivo. Somente as memórias mais importantes, as memórias base, ficam guardadas num recipiente especial e formam a... base da vida da personagem. São elas que criam as ilhas de boas recordações em sua consciência (ilha da amizade, da família, do hóquei, da bobeira). Há ainda os fiscais que decidem as memórias (estou falando muito memória, não?!) que serão deletadas (os meus fiscais não funcionam muito bem...), o subconsciente, a produção de sonhos (!!!), os amigos secretos...

O problema é que a mudança causou, literalmente, uma grande mudança (ok, as piadas estão péssimas!). E tudo fica ainda pior quando um acidente faz com que a Alegria e a Tristeza saiam do comando e deixem Riley somente com as outras emoções. Imaginem vocês num cenário completamente novo e sem alegria e tristeza? Então, é isso.

Além de vermos a adaptação da garota à essa nova realidade, Divertida Mente também mostra a jornada da dupla Alegria/Tristeza para voltarem ao centro de comando e consertarem a mente de Riley antes que ela perca todas as emoções.


Visualmente fantástico, com saídas bem elaboradas e divertidas e roteiro caprichado, Divertida Mente é daqueles filmes para curtir, se divertir e pensar: será que temos esses "bichinhos" em nossa mente. Após muito pensar (cerca de 2 segundos), podemos afirmar: sim, eles estão lá. Só variam de acordo com a pessoa. Mas cada um tem seu toque de Alegria, Tristeza, Raiva, Medo e Nojinho (olá, cebola!!). O detalhe é saber... vejam o final do filme.

Resumindo, apreciem Divertida Mente sem moderação. A Disney/Pixar acertou de novo.

PS.: também pra variar, a Pixar/Disney/Disney mandou muito bem no curta de animação antes do filme. Lava é sensacional!

PS Saudosista: agora tenho que ver Wall-E de novo!

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Bruno Schmidt  
Bruno Schmidt, vascaíno fanático, cinéfilo, devorador de livros, viciado em TV e internet - no celular. Redator publicitário, marquestista - não marqueteiro -, marrento e... petropolitano. Com ele o papo é sobre cinema, livros e TV. Mas sem cerveja, ok?!
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