15 de jun de 2015

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, de Colin Trevorrow




Nostalgia. Saudade. E "caramba, o tempo passa rápido demais". Essas foram algumas das minhas reações ao saber sobre o filme Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, que seria - e foi - lançado no dia 11 de junho, 22 anos (!!!!!) após o clássico Jurassic Park.  Pensei imediatamente: quero ver!!!!

Como podem ver, minha expectativa era alta. Uma volta ao passado numa franquia cujo início, principalmente, marcou minha infância. O resultado, felizmente, superou as expectativas. Sem dúvida, um ótima homenagem ao filme de 20 anos atrás.

Em Jurassic World o sonho se tornou realidade: o parque está aberto ao público. Nesse caso, temos a equação parques da Disney em Orlando + Universal + Seaworld = Jurassic World. 20 mil visitantes por dia são convidados a ver espetáculos na água, ataques de T-Rex, além de ter o prazer de andar no meio dos animais através da gyrosphere (tecla SAP mode on: um carrinho de vidro altamente resistente em formato de bola/esfera). Resumindo: o parque dos meus sonhos!

Depois dessa breve explicação, junte a esse parque uma administradora focada somente nos lucros (Claire - Bryce Dallas Howard) - dúvida existencial: existe algum administrador que não tem o lucro como objetivo? -; um DOMADOR de Velociraptor (Owen - Chris Pratt); dois irmãos que não se dão bem (isso acontece?), Gray (Ty Simpkins) e Zack (Nick Robinson), que vão conhecer o parque a convite da tia administradora focada somente nos lucros; o militar sinistro que quer transformar os dinos em arma de guerra; o nerd da sala de controle; o dono extravagante; mais 20100 visitantes e voilà...


Não, não é isso. Falta alguma coisa. Sim, o dinossauro fujão! Ia ficar muito chato se esse papel fosse, de novo, do Tiranossauro Rex. Em Jurassic World temos um animalzinho novo: o Indominus Rex. Um simples híbrido de T-Rex, Velociraptor mais alguns bichinhos que vocês saberão no filme (pra não perder a graça), criado para dar um novo gás ao parque - que estava perdendo visitantes por ter sempre as mesmas atrações. Claro, ele é muito inteligente! O que não é muito difícil, se compararmos com muitas pessoas que vemos por aí. E foge. E mata. Enfim, é Jurrasic World/Park.

O filme é grandioso. As atuações, principalmente do trio Claire, Owen e Gray, são ótimas. A tecnologia utilizada dá ainda mais vida aos adoráveis dinossauros (sim, eu acho adoráveis, ok?!), o que nos dá cenas ainda melhores. Talvez falte A CENA, como a chegada do grupo de pesquisadores ao parque no primeiro filme. Mas nada que comprometa a qualidade do longa.

Peguem a pipoca, sentem na poltrona e aproveitem o parque. O sangue é grátis. 22 anos depois, o homem continua sendo tão inteligente a ponto de criar um novo dinossauro híbrido. E continua sendo tão burro que destrói tudo isso num piscar de olhos. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

Sejam todos bem-vindos ao Jurassic World. Finalmente, o parque está aberto. Ou não.

PS.: onde faço o curso para me tornar adestrador/domador de Velociraptor? Eu quero!

Leia Também:
Bruno Schmidt  
Bruno Schmidt, vascaíno fanático, cinéfilo, devorador de livros, viciado em TV e internet - no celular. Redator publicitário, marquestista - não marqueteiro -, marrento e... petropolitano. Com ele o papo é sobre cinema, livros e TV. Mas sem cerveja, ok?!
FacebookTwitter


1 comentários:

Shirley disse...

tô doida pra assistiiiiiiiiiiir! mas ou esperar sair da poourra desse 3D (detesto e meu parceiro de tela não consegue ver... rs). mas sou paciente. boa crítica, animadora mesmo! abraço

Share